segunda-feira, 14 de agosto de 2017

A terceira guerra mundial? Coreia do Norte vs. EUA

Fonte:https://www.toonpool.com/user/123252/files/missiles_2659085.jpg



Antes de avançarmos até à questão que coloquei no título, interessa perceber os motivos que a poderão desencadear. 


Contexto 

Como resultado da Guerra Fria, o mundo acabou por ser dividido numa parte capitalista, tendo na liderança os Estados Unidos da América, e uma parte comunista, sob o controlo da União Soviética (URSS). No que se refere à Península Coreana, esta originou a Coreia do Norte dominada pela URSS, e a Coreia do Sul pelos Estados Unidos. 
Em 1950, a Coreia do Norte invadiu a Coreia do Sul. Mais tarde ambos concordaram com uma trégua, mas nunca chegou a ser assinado um efetivo acordo de paz. 



O regime da Coreia do Norte

A Coreia do Norte trata-se de um país comunista, com um partido único, dominado pela dinastia Kim desde 1948. A população idolatra a figura do chefe de estado, atualmente Kim Jong-Un. 
A comunidade é economicamente atrasada, não estabelecendo parcerias internacionais. O país não reconhece direitos civis, liberdade de imprensa e faz uso da escravidão, tortura, entre outros crimes. A Coreia do Norte apresenta o maior número de soldados do mundo. 


A estratégia nuclear

Após o fim da URSS, a Coreia do Norte perdeu o seu apoio financeiro. Em crise, o país precisou de contar com o auxílio dos rivais, EUA, Japão e Coreia do Sul. 
No ano de 2000, as potências ocidentais incitaram uma reunificação das duas Coreias. De forma a assegurar o seu regime, a Coreia do Norte encetou um programa nuclear. Assim, conseguiria travar os EUA no sentido de acabar com o governo e exigir concessões económicas das grandes potências. O primeiro teste da bomba atómica aconteceu em 2006, e desde aí já foram feitos quatro, o último em setembro de 2016. 


Acordos 

Os países ocidentais têm intervindo com a intenção de convencer a Coreia do Norte a abandonar o programa nuclear. Em troca do fechamento de reatores nucleares, os norte-coreanos usufruem de petróleo e alimentos. Contudo, a Coreia do Norte acaba por romper o acordo e permanece com a estratégia nuclear.
De modo a pará-la, a ONU proibiu as viagens e os materiais e equipamentos que seriam exportados para o país, e congelou os ativos de funcionários do regime.


Coreia do Norte vs. EUA

Os EUA reagiam de forma diplomática à ameaça norte-americana. Recentemente e a partir do governo de Trump as provocações tornaram-se intensas, e o presidente dos EUA promete uma retaliação. A amenizar os ânimos está a China, aliada da Coreia do Norte. 

Até ao momento, a tensão não passou de uma troca de palavras agressivas, mas não esqueçamos que se de um lado estamos perante uma personalidade psicopata, de outro encontramos a bestialidade em forma de gente. E esta pode ser a combinação perfeita para mais uma calamidade mundial. 


*Dada a profundidade do tema, o texto foi realizado a partir de fontes.


Escrito por Mariana Pinto

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Uma maravilha!


No outro dia, na praia, uma menina com os seus dois ou três anos, muito extasiada, diz à mãe:



Mãe, a praia é uma maravilha!! A água, a areia... É maravilhoso!



Enquanto dizia isto, chapinhava na água e enrolava-se na areia... Tínhamos ali um pequeno Álvaro de Campos da época balnear. Ela queria sentir a praia de todas as maneiras. 


Isto fez-me pensar nas coisas mais básicas e maravilhosas que a vida nos oferece.


Desde que desempenho um trabalho que exige o uso de farda, que respeito muito mais a minha roupa. Aquela que se molda ao meu corpo e à minha personalidade. Nada é mais maravilhoso do que vestir a nossa pele. As calças de ganga são as peças de que sinto mais saudades. As calças que visto no trabalho são horripilantes... Nem são cinza, nem são azuis... Não prescindem do uso de um cinto vermelho... E, o pior, são boca de sino... O meu coração some-se quando estas palavras ecoam: boca de sino. O meu corpo magro raramente as consegue manter na cintura e as curvas ficam diluídas. Enfim, aquelas calças têm vida própria... A braguilha abre-se, a boca de sino bamboleia e eu sento-me, sempre que posso, para esconder a sumidade que os meus membros inferiores ostentam. 




Fonte da imagem de base: https://thebestpictureproject.files.wordpress.com/2012/09/findingnemo3.jpg



Como a pequena indisciplinada das sensações referiu, a água também é uma maravilha. Principalmente, depois de um dia transpirado. Não há nada como um bom banho. Um banho que tire o lixo e o peso das responsabilidades. Se há coisa de que gosto é deitar o cabelo, ainda húmido, na minha almofada. De manhã, o cheiro do champô permanece na fronha. 




Fonte da imagem de base: http://www.bbtorino.net/wp-content/uploads/2016/09/materasso-cuscini.jpg


Adormecer sem esforço, sem fingimentos e sem inventar histórias ou fazer um sumário do dia que passou. Adormecer em frente a um ecrã oferece aquela luta inicial de ''ai não quero perder esta cena épica da série mas fechar os olhos sabe tão bem''. Todavia, a série perde a rixa e nós vamos caindo, lentamente, num sono profundo. O ecrã funciona como um relógio de bolso de um hipnotizador. Eu, ingenuamente, ainda penso ''bem, vou fechar os olhos só para descansar porque continuo a acompanhar o discurso e o raciocínio das personagens através da audição''. Sem efeito. Quando quero voltar à tensão dramática da série, já são 06:00h... Já passaram algumas horas e o computador já suspendeu. Provavelmente isto não é muito saudável mas, quando estou mais ansiosa, esta pseudo-hipnose maravilhosa ajuda-me. 



Fonte: http://1.fotos.web.sapo.io/i/G2208aa80/19067522_9mjtB.jpeg


E para vocês? O que é uma maravilha?



🏖👖🚿🛌





Escrito por Susana Ferreira. 

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Madre Paula



Fonte da imagem de base: http://media.rtp.pt/madrepaula/wp-content/uploads/sites/117/2017/06/35019239460_3062d4f19b_z-860x507-1498472920.jpg



Quando chegava a parte de D. João V, eu era só uma planta a absorver a água que me colocavam no vaso. Era um dos melhores capítulos das aulas de História e, mais tarde, de Português, com Memorial do Convento. O meu imaginário vagueava por aquela época. Os professores diziam que D. João V nunca fazia por menos: um convento aqui, uma biblioteca ali, mais um aqueduto noutro lugar... E tudo polvilhado a ouro... Muito ouro.

Quando me falaram desta série tive muita curiosidade em ver, não só por abordar uma figura carismática do panorama monárquico português, mas também para perceber como funcionava a vida privada da corte e que influência tinha o convento de Odivelas na lascívia dos homens nobres. 

Bom, em primeiro lugar, apesar de D. João V ter sido um rei todo pomposo, a verdade é que no que diz respeito à beleza... Não está bem bem ao nível do ator Paulo Pires. Das representações que temos, o Magnânimo era um bocadinho bolacha e envergava uma peruca farfalhuda que faz lembrar umas orelhas de caniche. O ator Paulo Pires tende para o magro e alto e enverga uma peruca pobrezinha no que diz respeito à pilosidade. Contudo, deixemos os padrões de formosura de lado. 




Fonte da imagem de base: http://media.rtp.pt/madrepaula/wp-content/uploads/sites/117/2017/06/JoaoV_1.jpg




Madre Paula foca a vida das mulheres que iam para os conventos, não por devoção, mas por necessidade. Já que as famílias não podiam dar às jovens donzelas as condições que elas mereciam, os conventos outorgavam-lhes comida, roupa, teto e, acima de tudo, um contexto. Todavia, a palavra do Senhor não enche barriga. Claramente, o sonho da maior parte das jovens não é passar uma eternidade de clausura. Como as demais da corte, gostariam de vestir roupas bonitas, comer iguarias, ir às cerimónias importantes, conhecer o amor e consumá-lo. 

À semelhança da sua irmã, Paula é enviada para o convento de Odivelas para ter melhor fado, já que o pai de ambas é um simples ourives sem trabalho. Desde o primeiro momento, Paula rejeita a vida que lhe impuseram e ignora as suas rotinas de noviça. A raiva consome-a cada vez mais, quando percebe que as sorores que mantêm casos secretos com homens nobres têm a acesso a uma vida luxuosa e despreocupada dentro do convento.

Paula começa por perceber, com o Conde de Vimioso, que satisfazer a luxúria dos mais ilustres lhe trazia benefícios. Porém, o conde acaba por se revelar possessivo e grosseiro nas palavras que profere. Um outro valor mais alto se alevanta. O rei de Portugal arrebata o coração de Paula e vice-versa. O homem poderoso e intransigente, que põe a nação acima de qualquer vontade, quebra quando está com a monja de Odivelas. Muitas vezes assistimos ao domínio da freira que, com a artimanha sexual certa, lá consegue alguns reais para garantir uma vida estável para o pai e para a irmã.

O dinheiro da coroa portuguesa não é o principal objetivo de Paula, a jovem sonha com mais do que isso. Rainha é um título de obtenção impossível, mas a soror vai fazer de tudo para não ser apenas ''mais uma amante do rei''. Quer ser reconhecida e respeitada, ainda que a rainha Maria Ana não lhe vá facilitar o percurso. (Já agora, acho que a Sandra Faleiro está a fazer uma interpretação magistral... Desde o sotaque ao ânimo frio e áspero, Maria Ana de Áustria reivindica o seu papel de mulher enquanto ser sexual. Frustrada com as sucessivas traições do marido, a rainha deixa bem claro que não é um simples objeto de reprodução.)



Fonte da imagem de base: http://media.rtp.pt/madrepaula/wp-content/uploads/sites/117/2017/06/Rainha-600x750-1498643518.jpg


O caos está lançado na corte e, todas as quartas feiras, sai um novo episódio deste tumulto. No entanto, podem acompanhar a série quando e onde quiserem através do RTP Play.



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Escrito por Susana Ferreira.