quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Jesus e o Feminismo

As teorias acerca da possível companheira do Messias foram difundidas ao longo da História, inclusive em referências nos próprios evangelhos.  

O grande mote para esta conspiração aparece na pintura de Leonardo Da Vinci, "A última ceia", encomendada ao artista pelo duque de Milão, Ludovico II, de forma a decorar o refeitório do monastério dos padres dominicanos de Santa Maria delle Grazie. 

O quadro representa um momento fulcral do Evangelho de João, quando Jesus anuncia que um dos discípulos o trairia. 

Da Vinci, uma das figuras máximas do Humanismo, dotado de conhecimentos em anatomia, entre as mais diversas áreas, reproduz de modo excecional as reações das várias figuras. ´

A grande particularidade da imagem reside na figura à direita de Jesus, identificada como João. As vestes de todos assemelham-se e alguns discípulos apresentam o cabelo comprido, porém a pessoa do lado direito ao de Cristo denuncia caraterísticas femininas, como um rosto mais fino do que os restantes. 

Fonte: http://www.infoescola.com/wp-content/uploads/2012/03/santa-ceia.jpg


Assim sendo, os estudos apontam para o aparecimento de uma outra personagem a ocupar o lugar de João, Maria Madalena. Embora ela tenha ficado conhecida como "a prostituta" (https://cantosuperiordireito.blogspot.pt/2016/09/5-motivos-pelos-quais-devemos-ler-biblia.html), não existem indícios concretos na Bíblia para tal confirmação. 

Fonte: http://imgsapp2.correiobraziliense.com.br/app/noticia_127983242361/2014/11/10/456916/20141110162931541796e.jpg


As informações preservadas indicam que Maria Madalena seguiu Cristo e tendo em conta que  há um evangelho da sua autoria, presume-se que também ela fosse um dos discípulos. 

A ocultação de tal categoria poderia estar relacionada com a inferioridade atribuída ao género feminino, que começa desde logo na Bíblia. 

Segundo as investigações da área, o mistério do Sant Graal (Sangue Real) não passaria pela localização do cálice onde Cristo teria bebido pela última vez nesta cerimónia, mas pela identificação do filho de Jesus Cristo e Maria Madalena


Caso a figura à direita de Jesus passasse para a sua esquerda.



Após a crucificação, Maria Madalena teria partido para França, tentando assim escapar aos que tentariam aniquilá-la e encobrir para sempre a revelação. 

No país, Maria Madalena teria encontrado proteção e daria seguimento às doutrinas de Cristo, encarnando a figura principal da Igreja Católica


***

A História faz-se também de teorias, mais do que se imagina, por isso interpretá-la é um exercício de cada um. E na verdade, por que não podemos encarar que Jesus Cristo como homem tivesse escolhido uma companheira, a tivesse agregado aos seus próximos e a elegesse sua representante, sendo precursor do feminismo?


Escrito por Mariana Pinto

sexta-feira, 8 de setembro de 2017

Quem são os 4??



Fonte da imagem de base:
http://generourbano.com/wp-content/uploads/2017/04/Maluma-Felices-Los-4.jpg










Parece que o Despacito já tem sucessor. Alguém chamado Maluma decidiu apostar num reggaeton que enaltece o adultério ou o swing ou outra coisa qualquer, intitulado Felices los 4. Quando ouvi a música, a primeira pergunta que assaltou a minha mente foi «mas quem são os quatro?». Na verdade, por muito que discorra acerca de relações levianas e sem compromisso, o sujeito poético nunca refere a identidade do quarto elemento, o que nos pode levar a diversas leituras. Contudo, vamos por partes. 


Maluma, gata

Quando o sol acaba de sair, você vai embora correndo
Sei que você vai pensar que isso me dói
Mas eu não estou pensando no que você está fazendo
Se somos alguma coisa e nos queremos assim

Se você fica comigo
Ou se vai com outro
Me importa merda nenhuma
Porque eu sei que você vai voltar (2x)

E se você fica com outro
Vamos ser felizes, vamos ser felizes
Felizes nós quatro
Aumentaremos o quarto

E se você fica com outro
Vamos ser felizes, vamos ser felizes
Felizes nós quatro
Eu aceito o seu trato

E faremos mais uma vez (4x)



O sujeito poético começa por se apresentar à amada ou à «gata», como ele gosta de dizer. De seguida, começa por referir que, quando amanhece, a «gata» acaba por escapulir-se do ninho do amor para ir ter com outro homem. No entanto, o «eu» lírico não está muito ralado com isso, uma vez que a «gata» acaba sempre por voltar para casa. Aliás, sabemos que o «eu» lírico está mesmo muito pouco importado, quando sugere que se contrate um empreiteiro para começar a tratar das obras do quarto lá de casa, para que possam viver todos juntos, felices los 4. Agora, convém saber quem são os quatro! Até para ver se dá para poupar no recheio e na decoração que se vai pôr depois das obras. Pelas minhas contas, ainda só há três elementos nesta relação amorosa.



Será que, à moda da Ágata, há aqui um filho envolvido? Tira-me tudo na vida,/ e o mais que consigas,/ Mas não fiques com ele. Será que temos uma «gata» que gosta de passar um «rato» com outro homem, mas que já tem um filho do homem oficial? É uma hipótese, porém os filhos não dormem no quarto... Só quando são bebés. Não faz sentido aumentar o quarto só para três pessoas. Manda-se já o empreiteiro embora!



Por outro lado, podemos sempre pensar que há um animal de estimação envolvido... Mas, à semelhança dos filhos, são raros os casos em que os «perros», os «gatos», os «conejos» ou os «pájaros» dormem no tapete do quarto. 



Bom,vamos ver se o sujeito poético avança com alguma conclusão...



E faremos mais uma vez
O que é nosso não depende de um pacto
Apenas aproveite e sinta o impacto
O boom boom que te queima, esse seu corpo de sereia
Fique tranquila, porque eu não acredito em contratos
(E você menos ainda)

E sempre que se vai, você volta para mim
(E felizes nós quatro)
Não importa o que dirão, gostamos assim
(Aumentaremos o quarto, querida)

E sempre que se vai, você volta para mim
(E felizes nós quatro)
Não importa o que dirão, fomos feitos um para ou outro

E se você fica com outro
Vamos ser felizes, vamos ser felizes
Felizes nós quatro
Aumentaremos o quarto (5000x)

E se você fica com outro
Vamos ser felizes, vamos ser felizes
Felizes nós quatro
Eu aceito o seu trato (5000x)

E faremos mais uma vez (10.000x)




E pronto. Continuamos com elogios tremendos à figura da «gata» e com promessas de felicidade sem acordo burocrático e de reconstrução de uma parte da casa. Até agora, nem sinal do quarto elemento. 




E sempre que se vai, você volta para mim
(Maluma, gata)
Não importa o que dirão, gostamos assim
(Kevin ADG, Chan El Genio)
E sempre que se vai, você volta para mim
(O código secreto, gata)
Não importa o que dirão, fomos feitos um para ou outro
O destino quis assim, gatinha


(Tradução retirada de www.letras.mus.br)




Mas o destino não paga as contas! Uma pessoa a mais é algo que precisa de ser debatido! Devo dizer que o Despacito, no que diz respeito ao lirismo, está muito acima de Felices los 4. Para além de ser inteligível, encerra um propósito claro: seduzir a dama devagarinho. Felices los 4 embrulha somente uma proposta de vida cuja matemática é duvidosa. 


A única solução é que, efetivamente, haja outro elemento feminino que passe «un rato» com o sujeito poético, isto é, temos o sujeito poético, a «gata», o «otro» e a que há de vir para fazer ciúmes à «gata» e ao «otro». Assim, o ramalhete está completo! As variáveis da equação estão reconhecidas, agora é só dar início à empreitada e à divisão de despesas. 




Escrito por Susana Ferreira. 

sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Uma mulher negra com as mamas à mostra - concretização da atividade

Certamente se recordarão do primeiro post com o mesmo título (https://cantosuperiordireito.blogspot.pt/2017/07/uma-mulher-negra-com-as-mamas-mostra.html), onde referi o interesse em realizar uma atividade que passava pela descrição de uma pintura particular. 

Ora, o exercício foi proposto a dois alunos de 6.º Ano e destaco desde já a sua surpresa ao ouvir que o alvo da sua análise seria AQUELE quadro. 

A pintura trata-se, à primeira vista, de uma mulher negra que exibe a sua frente desnuda. Mas passemos ao olhar dos discentes.


Este quadro retrata uma senhora já de certa idade, a pele dela é negra. 
A figura parece estar contente pois deve ter conseguido comprar comida para os seus filhos. Ela é pobre e não deve poder comprar alimentos. Esta mulher tem muitos acessórios como colares azuis, amarelos e rosas, também uma rasta no cabelo e um lenço na cabeça como proteção para o sol. 
A senhora parece-me estar a olhar para o retrato ou para a câmara, pois ela poderia ter viajado e quis tirar uma foto.
O traço mais relevante é o conjunto de cores no fundo do quadro, porque sem ele a pessoa não ficaria tão destacada.  
   F.


Esta imagem é de uma mulher africana. Ela tem um lenço na cabeça com várias cores, por exemplo azul, a lembrar a noite, vermelho como a raça de um benfiquista e o amarelo como as estrelas a brilharem. 
Na pintura,  a mulher usa uma rasta de cor castanha e um colar de cor verde como o caixote do lixo e cinzento como as cinzas do fogo. Parece estar a pensar no seu futuro.  
O quadro é feito de areia, logo se conseguisse tocar sentiria uma textura rugosa. 
Para mim o traço mais importante é a rasta da mulher porque nunca tinha visto ao "vivo" e fez-me lembrar o Bob Marley. 
L.
(Os textos foram previamente corrigidos.)



Por fim, estas foram as conclusões a retirar:


  • Nenhum dos alunos fez referência ao facto de a mulher apresentar as mamas à mostra como esperado e explicado pelo pudor sentido;
  • Ambos referiram os acessórios envergados pela figura, o lenço, os colares, a rasta, destacando as cores de cada elemento. O L. optou por usar as comparações e enriqueceu desta forma o texto (agora entendo a porquê da insistência em que eu lesse uma delas, dizia ele que estava excelente, é claro que se tratava da referência ao Benfica);
  • Enquanto um considera a mulher contente, apresentando como motivo ter conseguido comida para os filhos, o outro crê que o seu olhar denuncia o ato de reflexão sobre o futuro. Cada interpretação está intimamente relacionada com a personalidade do aluno, se o primeiro revela sempre uma preocupação com a situação do mundo e os problemas inerentes, o segundo tem numa carreira de sucesso um objetivo a perseguir;
  • O primeiro discente alude ao foco do olhar da figura e desviando-se da condição em que a colocou acima, imagina-a a viajar e a pousar para uma fotografia. O F. a encontrar sempre algo de bom em qualquer situação. O segundo aluno enfatiza uma informação que eu já lhe havia dado, o facto de o quadro ser feito de areia e prevê a sua textura caso lhe tocasse. O L. fixa com facilidade todos os dados relevantes. 
  • Para o F. o ponto mais marcante do quadro é a panóplia de cores, que na sua opinião deixam que a figura feminina sobressaia. No caso do L., a rasta da mulher chamou a sua atenção visto que a associou à imagem do cantor Bob Marley. Em relação ao primeiro, reconhece-se a perspicácia na caraterística apontada, no segundo a admiração e destreza em relacionar elementos. 


À exceção das restantes, esta foi uma atividade concretizada para posterior correção. Para a semana entregarei a correção e em conjunto refletiremos sobre as conclusões referidas. Elas coincidiram com as minhas expetativas iniciais e "entrar" na cabeça deles através da escrita revelou-se mais uma vez uma experiência gratificante.  


Deixo-vos o desenho da pintura que acompanhou o texto do L :)



Escrito por Mariana Pinto

quinta-feira, 31 de agosto de 2017

Produtores de autocolante natural



Fonte da imagem de base: https://images-na.ssl-images-amazon.com/images/I/51akSyYKN9L.jpg



Desde pequena que, quando chega a hora de contar dinheiro, me lembro de todos terem um preceito. Dobrar as notas a meio, colocar os dedos indicador e polegar numa posição fixa para evitar movimentos inesperados (não vá o dinheiro ganhar vida) e, com a outra mão, folhear, com veemência, o papel. Só este hábito dá logo um estilo sublime. Faz lembrar os filmes dos grandes magnatas. Não me oponho. Mas há um limite. O limite do cuspo. 

Há quem, por motivos de ter ainda mais estilo ou simplesmente para ter uma maior aderência ao papel, goste de expelir uma porção considerável de saliva no dedo para, posteriormente, poder contar (ainda com mais pujança) o seu numerário. Estava tudo bem se o dinheiro não fosse um objeto de troca e de transações sucessivas. Anda de mão em mão, de dedo em dedo e de humor aquoso em humor aquoso.

Não sei quanto tempo de vida tem uma nota, suponho que seja ilimitado. Se assim for, já pensaram por quantas serosidades passaram as notas de dez, vinte e cinquenta? Sim, porque estas são as mais afetadas. Pelo menos, para os comuns mortais. 

E quem diz as notas, diz o papel A4. A sorte é que, no meu tempo de faculdade, as senhoras da reprografia tinham uma borrachinha no dedo para causar o atrito necessário ao folhear as páginas. Todavia, já presenciei cuspidores de autocolante natural. À partida, eu não tenho qualquer grau de intimidade com o cuspidor de autocolante natural para testar o seu produto. Não quero testar. Não quero levar uma amostra do seu ADN para casa. 

Para não falar que ainda há quem cole os envelopes com a língua. Para quê? Para que a pessoa que recebe a correspondência acolha, também, uma lembrança dos fluídos corporais do seu remetente? Tendo em conta a dimensão dos acontecimentos, daqui a nada é possível fazer um diagnóstico tendo por base as amostras de saliva que os nossos remetentes fazem o obséquio de nos enviar. «Parece-me que o Joaquim anda com um problema qualquer num incisivo lateral! Ó Fernanda, vem cá dar o teu parecer!».

Bom, eu proponho que se banalize o comércio das borrachinhas (uma espécie de dedal) que as senhoras usam nas reprografias. Tanto para contar as notas, como para folhear o papel. No que diz respeito aos envelopes, creio que a tecnologia do autocolante (sintético) já foi inventada, portanto é só dar uso aos recursos que nos são outorgados. 






Escrito por Susana Ferreira.

terça-feira, 22 de agosto de 2017

Uma arma de sedução chamada eyeliner

Sejam homens ou mulheres, todos sabem do poder do produto de maquilhagem a que chamamos de eyeliner. Como o próprio nome indica, refere-se a um artigo que permite desenhar a linha do olho.

Para vos comprovar a eficiência deste item no que à atratividade diz respeito, trago-vos o exemplo de algumas personagens da série Orange Is The New Black. Pois percebam como este permite criar o estilo singular de cada uma. 





Fonte: https://jackieohblog.files.wordpress.com/2014/06/tumblr_n57u1hsbmb1qczeeoo1_500.jpg
A Alex Vause, este traço confere a imagem de criminosa sexy que a série perpetua. De modo a compô-la, acrescenta-se o uso de óculos e as sobrancelhas arqueadas. Através da figura, podem constatar que na prisão tudo serve para manter a estampa.







Fonte: http://www.latina.com/sites/default/files/slide/2016-02-19/angry.jpg

Fonte:http://images.hellogiggles.com/uploads/2016/06/22045854/Flaca.jpg


Maritza Ramos e Marisol (Flaca) Gonzales investem neste produto, já que nunca se sabe quando se podem tornar as mais conhecidas trendy girls na história da prisão. 

A primeira opta pelo traço bem puxado, realçando também a linha inferior do olho. O resultado é a sua autêntica cara de bitch.

No caso de Flanca, uma verdadeira representação artística aparece a envolver os seus olhos. A mesma atribui-lhe o caráter irreverente e vincado que lhe conhecemos. 


Qual é o vosso traço de marca, partilhem nos comentários :)


Escrito por Mariana Pinto

segunda-feira, 21 de agosto de 2017

E o meu verão não acabou 🎶🌅

A comédia raramente consta do meu cardápio de interesses, no que diz respeito à sétima arte. Contudo, as sugestões que vos deixo prometem arrancar o sorriso mais difícil e fazer com que este final de verão seja leve e motivador. 



Fonte: http://fr.web.img4.acsta.net/r_1280_720/pictures/17/02/03/15/32/408364.jpg



A barricada que montei, estupidamente, contra os filmes franceses está a desmoronar-se. À Bras Ouverts trata a disparidade entre a sociedade francesa e a comunidade cigana rom. Jean-Etienne Fougerole é um intelectual universitário, com obras de grande relevância publicadas. O seu mais recente livro aborda a problemática da inserção da comunidade cigana no quotidiano francês. De um modo geral, Fougerole considera-se um filantropo e uma bandeira para a tolerância. As suas convicções estão prestes a ser abaladas pelo seu aqui-inimigo Clément Barzach, um condescendente radical, que julga desnecessária a integração dos ciganos. 

Em pleno debate televisivo, Barzach pergunta ao seu rival: 


- Se um grupo de ciganos fosse bater à porta da sua mansão, dava-lhes abrigo? 


Irado e com vontade de vencer o debate, Fougerole dá a sua morada e diz que está disponível para receber qualquer família que o procurar. Claro que tudo isto não passava de um artifício discursivo para alcançar o topo de vendas e para colocar Barzach num lado ainda mais negro da força. A realidade bate, literalmente, à porta de Fougerole na noite do debate. Babik e a sua família chegam de caravana e de ferro velho em punho para assentar no jardim do ativista. 

E agora? Como vai ser dividir o espaço limpo e snob com uma família cigana barulhenta e pouco asseada?

E agora? Agora, música! (Quando virem o filme vão perceber a referência.)







🎶🎶




Fonte: http://cdn.collider.com/wp-content/uploads/2017/07/atypical-poster.jpg



Atypical é uma série da Netflix com somente oito episódios, até à data. Apesar de o décor transportar os espectadores para 13 reasons why, afianço que o argumento não estabelece semelhanças com a magnum opus do momento da provedora. 

Sam tem 18 anos, é autista e adora a Antártida e os pinguins. Ainda que a sua condição seja um entrave, Sam não quer deixar de lado o amor. Quer poder vivê-lo como os adolescentes da sua idade e vai pesquisar o know how da coisa até à exaustão. De caneta e papel em riste, o jovem quer aproveitar todos os ensinamentos que os mais experientes têm para lhe dar. Por considerar tudo o que é dito de forma literal, Sam vai ter algumas dificuldades em atingir o seu objetivo. 

O ditado é velho: «para cada panela há um testo». A demanda do amante de pinguins vai culminar numa grande aprendizagem para a vida. 

Por vezes leve e, por outras, mais grave, Atypical retrata a vida quotidiana de uma família que já não sabe existir sem estar em alerta ou sem se desdobrar em mil cuidados. 






🐧🐧



Escrito por Susana Ferreira.

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

A terceira guerra mundial? Coreia do Norte vs. EUA

Fonte:https://www.toonpool.com/user/123252/files/missiles_2659085.jpg



Antes de avançarmos até à questão que coloquei no título, interessa perceber os motivos que a poderão desencadear. 


Contexto 

Como resultado da Guerra Fria, o mundo acabou por ser dividido numa parte capitalista, tendo na liderança os Estados Unidos da América, e uma parte comunista, sob o controlo da União Soviética (URSS). No que se refere à Península Coreana, esta originou a Coreia do Norte dominada pela URSS, e a Coreia do Sul pelos Estados Unidos. 
Em 1950, a Coreia do Norte invadiu a Coreia do Sul. Mais tarde ambos concordaram com uma trégua, mas nunca chegou a ser assinado um efetivo acordo de paz. 



O regime da Coreia do Norte

A Coreia do Norte trata-se de um país comunista, com um partido único, dominado pela dinastia Kim desde 1948. A população idolatra a figura do chefe de estado, atualmente Kim Jong-Un. 
A comunidade é economicamente atrasada, não estabelecendo parcerias internacionais. O país não reconhece direitos civis, liberdade de imprensa e faz uso da escravidão, tortura, entre outros crimes. A Coreia do Norte apresenta o maior número de soldados do mundo. 


A estratégia nuclear

Após o fim da URSS, a Coreia do Norte perdeu o seu apoio financeiro. Em crise, o país precisou de contar com o auxílio dos rivais, EUA, Japão e Coreia do Sul. 
No ano de 2000, as potências ocidentais incitaram uma reunificação das duas Coreias. De forma a assegurar o seu regime, a Coreia do Norte encetou um programa nuclear. Assim, conseguiria travar os EUA no sentido de acabar com o governo e exigir concessões económicas das grandes potências. O primeiro teste da bomba atómica aconteceu em 2006, e desde aí já foram feitos quatro, o último em setembro de 2016. 


Acordos 

Os países ocidentais têm intervindo com a intenção de convencer a Coreia do Norte a abandonar o programa nuclear. Em troca do fechamento de reatores nucleares, os norte-coreanos usufruem de petróleo e alimentos. Contudo, a Coreia do Norte acaba por romper o acordo e permanece com a estratégia nuclear.
De modo a pará-la, a ONU proibiu as viagens e os materiais e equipamentos que seriam exportados para o país, e congelou os ativos de funcionários do regime.


Coreia do Norte vs. EUA

Os EUA reagiam de forma diplomática à ameaça norte-americana. Recentemente e a partir do governo de Trump as provocações tornaram-se intensas, e o presidente dos EUA promete uma retaliação. A amenizar os ânimos está a China, aliada da Coreia do Norte. 

Até ao momento, a tensão não passou de uma troca de palavras agressivas, mas não esqueçamos que se de um lado estamos perante uma personalidade psicopata, de outro encontramos a bestialidade em forma de gente. E esta pode ser a combinação perfeita para mais uma calamidade mundial. 


*Dada a profundidade do tema, o texto foi realizado a partir de fontes.


Escrito por Mariana Pinto

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Uma maravilha!


No outro dia, na praia, uma menina com os seus dois ou três anos, muito extasiada, diz à mãe:



Mãe, a praia é uma maravilha!! A água, a areia... É maravilhoso!



Enquanto dizia isto, chapinhava na água e enrolava-se na areia... Tínhamos ali um pequeno Álvaro de Campos da época balnear. Ela queria sentir a praia de todas as maneiras. 


Isto fez-me pensar nas coisas mais básicas e maravilhosas que a vida nos oferece.


Desde que desempenho um trabalho que exige o uso de farda, que respeito muito mais a minha roupa. Aquela que se molda ao meu corpo e à minha personalidade. Nada é mais maravilhoso do que vestir a nossa pele. As calças de ganga são as peças de que sinto mais saudades. As calças que visto no trabalho são horripilantes... Nem são cinza, nem são azuis... Não prescindem do uso de um cinto vermelho... E, o pior, são boca de sino... O meu coração some-se quando estas palavras ecoam: boca de sino. O meu corpo magro raramente as consegue manter na cintura e as curvas ficam diluídas. Enfim, aquelas calças têm vida própria... A braguilha abre-se, a boca de sino bamboleia e eu sento-me, sempre que posso, para esconder a sumidade que os meus membros inferiores ostentam. 




Fonte da imagem de base: https://thebestpictureproject.files.wordpress.com/2012/09/findingnemo3.jpg



Como a pequena indisciplinada das sensações referiu, a água também é uma maravilha. Principalmente, depois de um dia transpirado. Não há nada como um bom banho. Um banho que tire o lixo e o peso das responsabilidades. Se há coisa de que gosto é deitar o cabelo, ainda húmido, na minha almofada. De manhã, o cheiro do champô permanece na fronha. 




Fonte da imagem de base: http://www.bbtorino.net/wp-content/uploads/2016/09/materasso-cuscini.jpg


Adormecer sem esforço, sem fingimentos e sem inventar histórias ou fazer um sumário do dia que passou. Adormecer em frente a um ecrã oferece aquela luta inicial de ''ai não quero perder esta cena épica da série mas fechar os olhos sabe tão bem''. Todavia, a série perde a rixa e nós vamos caindo, lentamente, num sono profundo. O ecrã funciona como um relógio de bolso de um hipnotizador. Eu, ingenuamente, ainda penso ''bem, vou fechar os olhos só para descansar porque continuo a acompanhar o discurso e o raciocínio das personagens através da audição''. Sem efeito. Quando quero voltar à tensão dramática da série, já são 06:00h... Já passaram algumas horas e o computador já suspendeu. Provavelmente isto não é muito saudável mas, quando estou mais ansiosa, esta pseudo-hipnose maravilhosa ajuda-me. 



Fonte: http://1.fotos.web.sapo.io/i/G2208aa80/19067522_9mjtB.jpeg


E para vocês? O que é uma maravilha?



🏖👖🚿🛌





Escrito por Susana Ferreira. 

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Madre Paula



Fonte da imagem de base: http://media.rtp.pt/madrepaula/wp-content/uploads/sites/117/2017/06/35019239460_3062d4f19b_z-860x507-1498472920.jpg



Quando chegava a parte de D. João V, eu era só uma planta a absorver a água que me colocavam no vaso. Era um dos melhores capítulos das aulas de História e, mais tarde, de Português, com Memorial do Convento. O meu imaginário vagueava por aquela época. Os professores diziam que D. João V nunca fazia por menos: um convento aqui, uma biblioteca ali, mais um aqueduto noutro lugar... E tudo polvilhado a ouro... Muito ouro.

Quando me falaram desta série tive muita curiosidade em ver, não só por abordar uma figura carismática do panorama monárquico português, mas também para perceber como funcionava a vida privada da corte e que influência tinha o convento de Odivelas na lascívia dos homens nobres. 

Bom, em primeiro lugar, apesar de D. João V ter sido um rei todo pomposo, a verdade é que no que diz respeito à beleza... Não está bem bem ao nível do ator Paulo Pires. Das representações que temos, o Magnânimo era um bocadinho bolacha e envergava uma peruca farfalhuda que faz lembrar umas orelhas de caniche. O ator Paulo Pires tende para o magro e alto e enverga uma peruca pobrezinha no que diz respeito à pilosidade. Contudo, deixemos os padrões de formosura de lado. 




Fonte da imagem de base: http://media.rtp.pt/madrepaula/wp-content/uploads/sites/117/2017/06/JoaoV_1.jpg




Madre Paula foca a vida das mulheres que iam para os conventos, não por devoção, mas por necessidade. Já que as famílias não podiam dar às jovens donzelas as condições que elas mereciam, os conventos outorgavam-lhes comida, roupa, teto e, acima de tudo, um contexto. Todavia, a palavra do Senhor não enche barriga. Claramente, o sonho da maior parte das jovens não é passar uma eternidade de clausura. Como as demais da corte, gostariam de vestir roupas bonitas, comer iguarias, ir às cerimónias importantes, conhecer o amor e consumá-lo. 

À semelhança da sua irmã, Paula é enviada para o convento de Odivelas para ter melhor fado, já que o pai de ambas é um simples ourives sem trabalho. Desde o primeiro momento, Paula rejeita a vida que lhe impuseram e ignora as suas rotinas de noviça. A raiva consome-a cada vez mais, quando percebe que as sorores que mantêm casos secretos com homens nobres têm a acesso a uma vida luxuosa e despreocupada dentro do convento.

Paula começa por perceber, com o Conde de Vimioso, que satisfazer a luxúria dos mais ilustres lhe trazia benefícios. Porém, o conde acaba por se revelar possessivo e grosseiro nas palavras que profere. Um outro valor mais alto se alevanta. O rei de Portugal arrebata o coração de Paula e vice-versa. O homem poderoso e intransigente, que põe a nação acima de qualquer vontade, quebra quando está com a monja de Odivelas. Muitas vezes assistimos ao domínio da freira que, com a artimanha sexual certa, lá consegue alguns reais para garantir uma vida estável para o pai e para a irmã.

O dinheiro da coroa portuguesa não é o principal objetivo de Paula, a jovem sonha com mais do que isso. Rainha é um título de obtenção impossível, mas a soror vai fazer de tudo para não ser apenas ''mais uma amante do rei''. Quer ser reconhecida e respeitada, ainda que a rainha Maria Ana não lhe vá facilitar o percurso. (Já agora, acho que a Sandra Faleiro está a fazer uma interpretação magistral... Desde o sotaque ao ânimo frio e áspero, Maria Ana de Áustria reivindica o seu papel de mulher enquanto ser sexual. Frustrada com as sucessivas traições do marido, a rainha deixa bem claro que não é um simples objeto de reprodução.)



Fonte da imagem de base: http://media.rtp.pt/madrepaula/wp-content/uploads/sites/117/2017/06/Rainha-600x750-1498643518.jpg


O caos está lançado na corte e, todas as quartas feiras, sai um novo episódio deste tumulto. No entanto, podem acompanhar a série quando e onde quiserem através do RTP Play.



♚♰




Escrito por Susana Ferreira. 

segunda-feira, 31 de julho de 2017

Uma mulher negra com as mamas à mostra

No espaço onde acontecem as explicações encontra-se, por acaso, um quadro de uma mulher negra com as mamas à mostra. 

Principalmente por parte dos alunos mais novos, este sempre foi alvo de atenção. Quando se dava de fazerem algum comentário sobre ele, eu propositadamente não desenvolvia a conversa. Isto não por uma questão de recato, o objetivo era outro.

Lembro-me que numa das vezes em que surgiu uma dessas observações, comentei:

- Sabes que se trata de um quadro feito em areia. Há partes que foram pintadas, como podes ver apresenta várias cores.

E acreditem, a intenção não era desviar o interesse dos alunos. Embora soubesse que teria pouco sucesso, eles estavam na altura a aprender sobre a puberdade e as mudanças que implicam, os sistemas reprodutores feminino e masculino, na disciplina de Ciências Naturais e sobretudo estavam a fazer as suas próprias descobertas, pretendia fazê-los ver além do óbvio. 

Tenho a certeza da proficuidade de uma atividade sobre a descrição desta imagem, restringindo a referência à desnudez das mamas da mulher do quadro. Não, mais uma vez, não por querer zelar pelo pudor ou evitar pensamentos perversos (sei piamente que não os tinham, a admiração por aquela imagem se encontrar ali substituía-os).

A mulher possui um semblante misterioso, nem se parece com alguém triste nem tão pouco irradia uma extrema felicidade. O lenço que enverga denuncia-lhe a origem e talvez até a condição... e tanto mais se poderia dizer sobre esta mulher além do facto de ter as mamas à mostra.


A pintura «La trahison des images» de René Magritte serve para o mesmo exercício, deixem que a vossa imaginação vos faça ver mais do que um cachimbo.




Tradução: Isto não é um cachimbo.
La trahison des images, René Magritte, 1929


Escrito por Mariana Pinto

sexta-feira, 28 de julho de 2017

E tudo o vento levou


Fonte: http://akns-images.eonline.com/eol_images/Entire_Site/201477/rs_560x315-140807142408-2014-08-07_14_06_36.gif



🌞🌞🌞


Não sou, de todo, uma beach girl. Contudo, todos os anos, lá me vergo, pontualmente, aos dias soalheiros. Quando era pequena, era daquelas crianças que, de cinco em cinco minutos, perguntava:


«Mãããããããããe, já posso ir à água????????????»


Por algum motivo, o fascínio pela praia foi desaparecendo. Não sei se por causa das inseguranças ou de certos complexos que tiveram génese na adolescência. Talvez. Agora adulta (mas pouco), estou a tentar recuperar essa tentação irresistível que era ir à água, estar ao sol para ficar com as marcas do biquíni e ouvir o pregão:


«OLH' Á BOLACHA AMERICANA!! TORRADINHAAA!!»



Comprei um fato de banho giro e, ontem, lá fui eu toda pimpona para a praia com duas amigas. Fomos logo de manhãzinha para apanhar aquele cheiro a ''murisco'' (como dizia uma vizinha minha) e aproveitar o dia ao máximo. Comecei a questionar o meu esforço de ''recuperar o tempo perdido'' quando olho para uma das minhas amigas e vejo-a completamente artilhada: chapéu-de-sol, almofada, toalha às costas, uma seira, um casaco para o frio, coque na cabeça e óculos no rosto. Se uma estava bem guarnecida a nível de acessórios, a outra trazia fatias de um bolo de iogurte que havia feito na véspera. Realmente, os amigos são tudo o que podemos querer nesta vida. 

Bom, lá montámos o arsenal sobre a areia. Entretanto, alguém sugere: 



«Vamos molhar os pés para ver como está a água?»



A água estava calma, a maré estava baixa e eu dava tudo para me banhar. Mas... Mas não estava assim tanto calor e aquele mar (álgido) não queria conhecer somente a minha pele. Queria meter-se nos meus ossos e conhecer a minha medula. As tíbias gritavam de dentro de mim:


«Abortar missão! Abortar missão!!!»


Abortei. Fui depositar o meu esqueleto vaidoso na toalha e apanhar os primeiros banhos de sol de 2017. Pelo menos, até me deparar com um segundo entrave. Deitei-me de barriga para baixo e verifiquei que estava demasiado prensada ao solo. As minhas glândulas mamárias queriam alguma liberdade, caso contrário iriam ficar espalmadas. Resolvi, então, fazer dois buraquinhos na areia para tudo ficar no seu lugar. 


Ok. Chega de estar deitada. Vamos lá ler um livrinho. Sentada. Com as costas expostas ao sol do meio-dia. Ups, parece que alguém está com a pele vermelha! Animación!!!

Fonte: http://3.bp.blogspot.com/-epMymbS-zwg/UweN1UrYXII/AAAAAAAAACM/uEjT2x1Oo0M/s1600/camaron.jpg


Pelo menos, o senhor da bolacha americana passou. 


«OLH' Á BOLACHA AMERICANA!! TORRADINHAAA!!»


Vamos lá ver se, da parte da tarde, isto corre melhor. Depois do almoço, sentimos necessidade de fazer aquela caminhada da praxe pelo paredão. Quer dizer, eu não senti. Na verdade, nunca sinto. [https://cantosuperiordireito.blogspot.pt/2017/05/a-primeira-lei-de-newton.html]. Estava a ver que nunca mais chegava ao farol verde. Foi uma caminhada conturbada, já que o vento me empurrava para a esquerda e eu só queria seguir em frente.

O meu exercício físico correspondente ao mês de julho estava feito, por isso decidimos dar uma segunda oportunidade à praia. Desta vez a água estava excecional, estava uma boa temperatura na areia e havia muito espaço. Mas... Mas o vento voltou a empurrar para a esquerda. Então começou uma espécie de teaser dos filmes de A Múmia. Por momentos pensei que, do areal, poderia emergir o Imhotep, juntamente com o seu exército. Imhotep, Imhotep, Imhotep...


- Bem, vamos embora? Não estou a gostar! - dizia a minha amiga do bolo de iogurte.

- Sim, vamos! - concordámos - Tentamos noutro dia!




Escrito por Susana Ferreira. 


terça-feira, 25 de julho de 2017

Quando a escrita se torna vulgar

Fonte: https://theimpactnews.com/wp-content/uploads/2017/02/writer.jpg




Constantemente digo aos alunos que a produção escrita é um processo complexo, uma atividade que exige paciência e rigor. 

Na minha modesta opinião, possuir criatividade ou dominar a língua separadamente não fazem de alguém um bom escritor. Mas, como podem supor estas caraterísticas juntas são difíceis de achar. 

Assim, venho expor o meu desagrado em relação à falta de severidade daquilo que às editoras é dado a apreciar e a nós, leitores, a ler. 

Oscilando entre histórias fantasiosas e romances eróticos, a escrita de hoje afigura-se pobre, monótona e vulgar. 

Toda a gente pensa ter enredos para contar, ideias para divulgar, opiniões para partilhar MAS nem toda a gente (entenda-se a maioria) tem talento para o passar para o papel. 

É ridículo e causa-me até revolta perceber que todos os dias nascem escritores que se tornam sucesso de vendas (com nomes tão patéticos como a própria escrita). 

POR FAVOR, REVEJAM AS VOSSAS ESCOLHAS, não leiam vinte vezes a mesma história, não se surpreendam vinte vezes com o mesmo final, EXIJAM MAIS

APELEM A HISTÓRIAS QUE VOS FAÇAM REFLETIR, aquelas com as quais aprendam algo de novo e relevante. 

NÃO ACEITEM NARRATIVAS MAL EMBRULHADAS, COM FRASES E HISTÓRIAS QUE TODOS VÓS SABERIAM ESCREVER E QUE SÓ CONTRIBUEM PARA REDUZIR O ESTATUTO DA HUMANIDADE E FAZÊ-LA SER O ACESSÓRIO QUE ELA SE HABITUA A SER NA VIDA!

Dado o contexto, sou pretensiosa ao ponto de dizer que também eu era capaz de escrever um livro. No entanto, nunca o faria, e sabem porquê? Tenho a plena consciência das minhas limitações ao nível da escrita, tendo em conta o que para mim faz de alguém um bom escritor, como referi acima, e ainda uma vez que não acredito ter nada de significativo para o público considerar. 

Para os que ainda estão a ponderar embrenhar-se ou não na atividade, tenham isto em atenção. Quando encetamos algo, estejamos convictos do nosso brio. Se não é para ser um Fernando Pessoa ou um Victor Hugo eu nem me atrevo 😁


Escrito por Mariana Pinto

quarta-feira, 12 de julho de 2017

The Handmaid´s Tale

Fonte: https://img.fstatic.com/d1LvCT3S0vPPmIc1PVtZp-Iaa4Q=/fit in/290x478/smart/https://cdn.fstatic.com/media/movies/covers/2017/05/TheHandmaidsTale.jpg



A série foi criada com base no romance com o mesmo nome, da autoria de Margaret Atwood. 

Num futuro próximo, os Estados Unidos, a viver em guerra civil, são dominados pelo governo totalitário da República de Gileade.

Este sistema é caraterizado como uma teonomia cristã, e assim sendo, fundamentado na lei divina.  

A sociedade encontra-se organizada por castas sociais, cada família tem no homem o seu líder («comandante»).

Fonte: http://ateremos.com/wp-content/uploads/2017/04/The-Handmaids-Tale-Serie-Poster-2.jpg



Neste novo regime, hierárquico e fanático, as mulheres comportam-se como submissas e, segundo a lei, não tem permissão para trabalhar, possuir quaisquer bens ou mesmo ler.

Devido a problemas como a poluição e as doenças sexualmente transmissíveis, a infertilidade atinge números preocupantes. 

Desta forma, as poucas mulheres férteis acabam por ser recrutadas e distribuídas pelas várias famílias.

Chamadas de "servas", elas submetem-se a ser violadas, numa momento que ocorre de acordo com um ritual designado de "cerimónia". 

Fonte: http://www.amigosdoforum.com.br/wp-content/uploads/2017/05/TheHandmaidsTale.jpg


Estas mulheres têm de cumprir o seu destino biológico e assegurar a descendência do seu comandante e da respetiva esposa.  

Fonte: https://www.out.com/sites/out.com/files/2017/05/10/tumblr_op2viysync1s6elnxo1_540.gif



Eu própria que coloco de lado o género ficção cientifica, deixei-me envolver pela temática e estética primorosa desta série. Instigo-vos a assistir, eu já aguardo ansiosamente pela segunda temporada e ainda nem a primeira conclui :)

Fonte: http://collantsemdecote.com.br/wp-content/uploads/2017/04/hmt_05.jpg


Escrito por Mariana Pinto 

segunda-feira, 10 de julho de 2017

Imagine Dragons | Dia 08 | NOS Alive




Como pessimista que sou, estou sempre a dizer que a sorte é uma coisa que nunca me acompanha. Mas, desta vez, fui bafejada por essa entidade que mal me conhece. Estar naquele concerto foi como ser selecionada para a visita à fábrica de chocolate do senhor Wonka. Não consegui os bilhetes no tempo estimado para venda e, como tal, já tinha perdido a esperança. Entretanto, lá apareceu um arrependido que o quis vender. Dei uma nota preta. É verdade. Contudo, voltaria a dar cada cêntimo. Se não realizarmos os sonhos aqui e agora, o comboio passa e pode não voltar. Muito piegas, eu sei. Ainda estou na cloud nine com o acontecimento do dia 8. 

(A excitação para o último dia era tal, que algumas pessoas estavam à entrada do festival, com um cartaz, a manifestar a sua vontade de ainda comprar um bilhete.)

Uma vez no recinto, dirigimo-nos ao palco NOS para conseguir um bom lugar... Assistimos aos Kodaline (músicas giras por sinal, não os conhecia muito bem) e, sempre que podíamos, lá avançávamos mais uns centímetros. Ok. 20.30h no relógio da Rita. Muita ansiedade no meu pobre coração. E tudo começa com Thunder e com Gold

Já apresentados, saúdam o povo português. Dan Reynolds fica visivelmente emocionado por voltar a Portugal e elogia o público, dizendo que somos pessoas com paixão. Aproveita a positividade para fazer um discurso acerca do terrorismo nos eventos de música e pede que não tenhamos medo e que espalhemos a paz. Rapidamente a multidão reage e levanta dois dedos. ✌

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Fomos um público muito barulhento, apesar de isso, possivelmente, não ter passado para quem estava a ver a emissão da RTP. Se eu saí rouca e não sou, normalmente, uma pessoa muito expansiva, imagino quem estava mesmo a dar as vísceras. 

Por sua vez, se há vocalista que dá as vísceras é mesmo Dan Reynolds. Ele pula, ele corre, ele vai para junto da multidão. Houve um momento em que deixei de o ver no palco e no ecrã. Fiquei um pouco confusa, até que a Rita me diz muito eufórica ''OH! MEU DEUS SUSANA, OLHA!!!!". Oh! Ele estava em cima da plataforma do realizador, muito perto de nós.  A música It's time ganhou um novo significado para mim.  





Confesso que tinha algum receio de que só cantassem um excerto da Demons. Felizmente cantaram o sucesso na totalidade e eu parei nesses três minutos. Eu não sabia se queria chorar ou apenas deixar a adrenalina percorrer o meu corpo todo. Fiquei-me pela segunda opção. Estava demasiado contente. 😍


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O público ficou ao rubro com as três últimas canções: On Top Of The World, Beliver e Radioactive. Não podíamos ter cantado mais alto. O final, como todos os finais devem ser, foi épico. O solo de percussão de Radioactive é de ficar sem fôlego. 

Não soube a pouco. Dizer o contrário seria uma injustiça. Por mim, ficava lá mais uma hora, mas a realidade tem sempre de voltar. Por incrível que pareça, acho que só ontem à noite é que acordei... De resto, andei a viajar de nuvem em nuvem, ou mesmo de planeta em planeta. Ir a concertos dá-nos uma perspetiva diferente da vida, inspira-nos e faz com que as coisas mesquinhas que nos irritam fiquem do tamanho de uma bolinha dos cereais Nesquik. 

Fui muito feliz neste dia. Obrigada por atenderes aos meus caprichos, Rita. 😂😂





Escrito por Susana Ferreira. 

sexta-feira, 7 de julho de 2017

Breaking Bad 🎩🕶💰

Fonte: https://s-media-cache-ak0.pinimg.com/originals/d1/8a/05/d18a05bdc34003a7889eb7be40c6b09d.jpg


Sabem aquelas séries que toda a gente já viu e que têm diversos grupos de culto? Bom, eu costumo guardá-las num arquivo mental denominado ''um dia vou ver''. Breaking Bad é, sem dúvida, uma série muito reverenciada pelo público. Recordo que o término da obra-prima foi um suplício para os espectadores. 


Depois de ficar em pousio no meu cérebro, atrevi-me a experimentar este dito Santo Graal da televisão. Devo confessar que, até hoje, nenhuma série me tinha causado tanta inquietude. Estou acostumada a sangue, a chacina, a personagens maléficas, a decisões altruístas, a decisões egoístas, a vilões, a heróis e a mentes retorcidas, MAS não estava preparada para a dupla Walter e Jesse. Ainda só vi a primeira e segunda temporadas, porém estou aqui num rebuliço. 


Walter é um professor de Química de liceu com capacidades excecionais. Quando é diagnosticado com cancro de pulmão, decide juntar-se a Jesse (drug dealer e ex-aluno) e produzir a metanfetamina mais pura que alguma vez andou nas ruas. Com uma bebé a caminho e um filho de 16 anos com paralisia cerebral, Walter quer vender a quantia suficiente de crystal para assegurar o futuro dos que ama. 


1. Produzir crystal de qualidade ímpar; 2. Vender a um preço justo; 3. Perfazer a quantia necessária para garantir uma vida desafogada à família. Três passos que parecem simples mas que acarretam demasiados danos colaterais. Matar, ocultar, mentir e sair ileso. Estas são, agora, as preocupações daquele que outrora foi um mero professor do ensino secundário.


Apesar de manterem uma relação de cão e gato, Walter e Jesse conseguem levar os seus intentos avante. Jesse é um menino desprotegido e frágil quando confrontado com os seus vícios, com a rejeição por parte da sua família e com a perda de um amor tóxico. Contudo, o companheirismo de Walter ajuda-o a superar, a estabelecer objetivos e a aprender um bocadinho de ciência. 


Para além da dupla maravilha, realço também a esposa de Walter, Skyler White: melhor do que qualquer agente da DEA. Consegue cheirar os problemas à distância e apanhar o marido no chorrilho de mentiras que ele próprio criou. Basta fazer o telefonema certo, estar atenta a alguns sinais et voilà. Estou muito curiosa para saber se ela vai conseguir arrancar a verdade a Walter. 


O império destes heróis/vilões (não me consigo decidir) mal-amanhados está a expandir-se para os senhores de colarinho e há evidências que já não se podem dissimular. Quero muito ver como isto vai culminar.


Se viram Breaking Bad, deixem a vossa opinião nos comentários. Gostava muito de saber. Ficaram tão ansiosos como eu? 🎩🕶💸💰




Escrito por Susana Ferreira.