sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

A identidade de -A

Sei bem que estou atrasada (a segunda parte da sexta temporada já começou), mas não poderia deixar de me pronunciar sobre o assunto que se tornou motivo de insónias (quem não formou a sua teoria?). 
Tal como muitos de vós, também eu me tornei uma ávida fã de Pretty Little Liars.

A história gira em torno da procura pela identidade de "-A", personagem que ameaça um grupo de amigas, após a líder ser misteriosamente assassinada. A certa altura, percebemos que afinal não existe apenas um/a "-A", ... e depois, todos são suspeitos e...

(Fonte: https://encrypted-tbn2.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcTlFyinJbujsR0WzFIO-LU-A43syUYu_0LoC7t70WMChKMGGLga5xuhphc)


Sim, a série é tudo isto, ou seja, contém todos os ingredientes chave, contudo, espantem-se, é também bem mais. O encadeamento de cada plano de "-A" foi muito bem engendrado e a eleição de certos pormenores (referências literárias e musicais, entre outras) revelam inteligência (JÁ ATENTARAM BEM NOS ESCRITORES E PRODUTORES DA SÉRIE ?? Sim, isto é gente que sabe muito !!!

(Fontes: http://cdn3.thr.com/sites/default/files/imagecache/300_portrait/2013/04/oliver_goldstick_a_p.jpg
http://prettylittleliars.alloyentertainment.com/files/2013/10/joseph-dougherty.jpg



     A comprovar a qualidade da série está a revelação da enigmática personagem “-A”. 


(Fonte: https://s-media-cache-ak0.pinimg.com/736x/cb/79/17/cb7917ea387eda92895ca8965b28cca8.jpg)


Obviamente que a trama que envolve esta figura não apresenta um fio condutor perfeito, existindo aspetos que não se enquadram na história (os erros temporais, por exemplo).
Não adio mais, estes são, na minha opinião, os pontos fulcrais a destacar na revelação de "-A": 


  • (NÃO ME CRITIQUEM, NÃO ME OFENDAM, NÃO ME ESPANQUEM) A escolha da personagem para ser "-A" foi genial. Cece Drake aparecia e desaparecia constantemente. Qual o motivo porque nunca nos questionamos sobre de onde ela tinha vindo, onde estava a família dela. Muito bem, ela era amiga da Alison, namorada do Jason, mas e o resto. Não sabíamos nada mais sobre ela, e a verdade é que nunca tivemos curiosidade em saber. Por isto, sim, foi incrivelmente impactante perceber que "-A" esteve sempre diante dos nossos olhos e nunca a desmascarámos. (QUANDO A CÂMARA FOCOU NA CECE, NÃO VOU MENTIR, O MEU CORAÇÃO BATIA A MIL!!!)

Fonte: http://i0.wp.com/tvafterdark.com/wp-content/uploads/2015/08/PLL-6x10-CeCe-is-A.jpg


  • Certo, a série valeu-se da transexualidade como explicação para toda a trajetória da personagem. Muitos fãs referem que esta foi uma opção previsível, e tal como em relação à identidade, também sobre este aspecto se sentem defraudados. Mas pensemos nas cenas do pequeno Charles amedrontado e deixado no Radley. Elas permitem compreender a crueldade que se apoderou desta pessoa, que desde criança foi discriminada pelo pai, o qual não aceitava o facto de o filho pertencer ao sexo oposto. 

(Fonte: https://38.media.tumblr.com/a625a2887b3ed4be16689e66dc5f6a24/tumblr_nxb7rluAaT1rvq9xoo1_500.gif)



(Fonte: http://prettylittleliars.alloyentertainment.com/files/2015/08/i-love-you-charlie-pll.gif)


  • A personalidade de "-A" correspondeu ao esperado. Os atos hediondos conjugaram perfeitamente com a personalidade transtornada, percebida nas expressões temíveis e no discurso perturbado. Assim, seria expectável que a personagem tivesse preparado um final atroz, o que não se verificou. Um dos momentos que mais me desagradou: assistir a uma rendição fácil, ao invés de a uma "luta sangrenta". 


(Fonte: http://prettylittleliars.alloyentertainment.com/files/2015/08/game-over-charles.gif)



Espero ter-vos feito olhar para certas situações por outra perspetiva. E agora, vamos todos aqui admitir: já começámos a ver a segunda parte da sexta temporada e ansiamos pelas terças feiras para ver mais um episódio. Entrámos no círculo, não há hipótese, ele é vicioso ;)

Escrito por Mariana Pinto

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

O primer.

Olá a todas e a todos!

Hoje venho falar-vos de um produto que eu penso que nem toda a gente conhece ou ouviu falar sobre: o primer!
O primer faz parte daquele conjunto de produtos que não percebemos, à primeira vista, a sua importância, mas depois não vivemos sem!
Tal como o nome indica, o primer (o primário, portanto) deve ser aplicado antes do início da maquilhagem, sempre! Caracteriza-se por ser em creme ou gel e aplica-se depois de a pele estar limpa e hidratada (sim, mesmo a utilizarem um primer, têm de, obrigatoriamente, ter a pele hidratada). 

De uma forma geral, este produto serve para fixar a maquilhagem, para que ela dure mais tempo intacta. Contudo, também serve para uniformizar e alisar a pele, diminuir ou fechar por completo os poros, controlar a oleosidade e o brilho da pele, diminuir linhas de expressão ou pequenas rugas. Alguns primers específicos também iluminam a pele (se for essa a vossa preferência), mas nem todos o fazem, tenham em atenção este aspeto. 

Assim, vou mostrar-vos os que já usei e tenho uma opinião formada sobre:

The POREfessional Face Primer, Benefit Cosmetics (31€)
Fonte: http://www.ulta.com/ulta/browse/productDetail.jsp?productId=xlsImpprod2290003

O melhor dos três que vos vou mostrar. Mas, também, o mais caro. Tem um cheirinho muito bom (pessoalmente, gosto quando os produtos têm um bom cheiro) e a sua textura é em creme/silicone. Faz 100% aquilo que promete, mas eu sei que custa dar 30 euros por um só produto. Por isso, se estiverem mesmo interessadas/os, comprem a versão travel-size (11€). Vende-se nas lojas Sephora.

Lumi Magique Primer, L'oreal (10€)
Fonte: http://www.boots.com/en/LOreal-Paris-Lumi-Magique-Primer-20ml_1247613/

Em Portugal, é raro vermos algum tipo de primer à venda nos hipermercados. Este foi o primeiro que experimentei e gostei, mas não o recomendaria para peles oleosas, por exemplo, porque, lá está, confere luz à nossa cara. Luz e brilho numa pele oleosa, na minha opinião, é um desastre. Mas tudo depende dos gostos de cada um.
Temos de o agitar antes de usar, possui uma textura líquida e cor branca. Fixa bem a maquilhagem, mas não acho que feche os poros. Considero o preço acessível para a quantidade de produto (20ml) e para a marca. Vende-se em qualquer hipermercado.

Prime and Fine Smoothing Refiner Primer, Catrice (5€)
Fonte: http://www.catrice.eu/pt/produtos/base-primarios/detalhes/product/prime-and-fine-smoothing-refiner.html

O mais barato dos três, mas que nem por isso deixa de fazer a sua função. Como podem ver, o produto vem num frasco de plástico duro e transparente. Parece uma mousse cor de rosa, é engraçado. Fixa bem a maquilhagem e fecha um bocadiiiiinho pequenino os poros, é tudo o que eu vejo, mas, com este preço, não podemos pedir milagres, não é? Vende-se nas lojas Clarel e nas parafarmácias Wells.

Existem, também, primers com cor, para corrigir imperfeições como a vermelhidão, por exemplo. Para este fim, o produto tem de se caracterizar pela tonalidade verde (pois é esta cor que neutraliza o vermelho) e deve ser só aplicado nas regiões avermelhadas. Há para todos os gostos, basta procurarem um que se adeque às necessidades da vossa pele.

Por fim, quero ainda referir que há este tipo de produto para diferentes regiões do rosto, como os olhos e a boca! Tem a mesma função de um primer de rosto, isto é, que a cor (das sombras ou do batom) dure horas e horas e permaneça intacta. Tem de ser aplicado, igualmente, antes da maquilhagem dos olhos ser feita ou do batom ser colocado. Além disso, vai tornar qualquer cor mais viva e notória!
No meu caso, que tenho as pálpebras dos olhos oleosas, é muito bom usar um primer de olhos, uma vez que as sombras não se vão acumular nas dobras da pálpebra e muito dificilmente vão esborratar.

Experimentem! Muitas marcas acessíveis possuem todos os primers de que falei (Catrice, Essence, Kiko, H&M, ...), basta procurarem!

Espero que tenha sido útil!
Beijinhos.
Escrito por Sónia Dias.



quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Os nossos animais



Batizei-o de Orfeu, dada a sua melodia encantatória. Ele ganhou o estatuto de animal de estimação, em casa, onde, por decisão de Helena, poucos são os que ocupam tal posição. E, porque, a condescendência se afigurou “sol de pouca dura”, voou Orfeu para outra paragem. Não fiquei feliz quando, um dia, soube que havia sucumbido às garras de um felino. No entanto, acalentei-me com a metáfora: ninguém é feliz numa gaiola.

Mariana Pinto.


Cara de safado mas já é um sénior. O senhor Simão Dias. O meu bebé. O Simão tem demasiada importância na minha vida, provavelmente por nos termos conhecido na minha adolescência e ele ter sido a maior e a melhor das companhias durante este tempo todo. Com ele, sou mesmo uma mãe galinha. Chorei no dia em que lhe vi um pêlo branco no bigode e foi aí que percebi que o senhor Simão não é imortal como eu sempre pensei que fosse. Mas, até essa altura chegar, o senhor Simão irá viver como sempre viveu nesta casa: como um lorde. Tem uma mãe e dois avós que irão garantir isso.

Sónia Dias.




Luísa e Leonel. Mãe e filho. Um é loiro, a outra é morena. Ela é uma lady e ele é um chanfrado. Têm três coisas em comum: hesitam quando um estranho entra na sua propriedade, têm ciúmes um do outro e são a fashion police das crocs, uma vez que as roubam aos vizinhos para as roer. Mas… Quer dizer… Quem é que ainda calça crocs


A Luísa foi abandonada no local de trabalho do meu pai e foi, certamente, mal tratada pelos antigos donos (tinha falhas no pelo e muito medo dos humanos). Hoje, é uma cadela muito querida, sossegada, bonita e fotogénica, como podem ver ;)  
O Leonel adora ser mimado. Gosta de saborear o seu patê, de massagens no seu banho e de passear. Faz jus ao seu nome, uma vez que tem força de leão! O seu pecado capital é raspar as unhas e os dentes nas carroçarias dos automóveis cá de casa. Ai! 
Apesar de tudo, são eles que nos fazem ter mais uma história para contar e que nos ajudam a desenvolver, também, o nosso lado afetivo. Vão sentir-se pessoas muito mais felizes com amigos destes :) 

E gatos?? Também tenho gatos!!! Mas essa é uma história para um outro post! ;)

Susana Ferreira.

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Jane The Virgin


Fonte: http://i.jeded.com/i/jane-the-virgin.34205.jpg

Jane Gloriana Villanueva. 
Vinte e quatro anos. 
Acidentalmente inseminada com o esperma de Rafael Solano, dono do hotel The Marbella e patrão de Jane. 

Fonte: http://vignette1.wikia.nocookie.net/janethevirgin/images/2/24/Solano.jpeg/revision/latest?cb=20151123051223

* Rafael Solano... Cute, hã? * ;)

De loucos não é? Agora adicionem o facto de Jane ser virgem! 

Virgem + Inseminação artificial acidental + Grávida do patrão + O patrão é casado + Jane tem namorado + Jane é obcecada com planos e não está habituada a perder o controlo das situações + Jane quer continuar a sua formação na área do ensino e da Literatura + Jane não quer ser mãe agora = **ERROR**

Com este argumento, facilmente se poderia cair no ridículo, no entanto «Jane The Virgin» é, talvez, a série de comédia mais bem arquitetada que tenho acompanhado nos últimos tempos.


Motivos:

  1. Saliento o facto de todas as PERSONAGENS serem hilariantes e muito bem aproveitadas. Não existem personagens acessórias, no meu ponto de vista! Todas se afiguraram peças essenciais para espoletar o caos na trama; 
  2. Congratulo a ideia do NARRADOR que, quanto à sua posição, é subjetivo, isto é, estabelece uma relação afetiva com o espetador, refrescando-lhe a memória (vocês sabem, no clássico «previously on [inserir nome da série]»), tecendo comentários e adicionando informações durante as várias cenas; 
  3. PLOT TWIST! Pois é! Se gostam de reviravoltas, «Jane The Virgin» é para vocês! Há por aqui muito mistério e suspense!
  4. O facto de ser uma série BILINGUE (Inglês e Espanhol) confere uma dinâmica incrível e traz um pouco de açúcar aos nossos ouvidos;
  5. Satiriza e desconstrói o estigma da TELENOVELA mexicana;
  6. GINA RODRIGUEZ (atriz que interpreta o papel de Jane) é uma lufada de ar fresco para Hollywood: muito divertida, decidida e uma defensora dos direitos das mulheres! 
    Fonte: http://www.bodyrock.tv/wp-content/uploads/2015/05/gallery-1431016322-8.jpg

    Fonte: http://cos.h-cdn.co/assets/15/19/1431015643-2.jpg
  7. Apesar de dar título à série, a VIRGINDADE de Jane é o que menos importa. Na verdade, creio que se pretende dar ênfase ao facto de a virgindade ser sobrevalorizada. Isso é abordado de uma forma muito interessante. Jane é uma jovem muito bem resolvida e determinada. Afinal de contas, o que prevalece é a forma como vocês se sentem em relação ao sexo. Estão prontos? Força! Não estão prontos? Não faz mal! Seja qual for o vosso caso, não cedam a pressões sociais porque ir contra nós próprios é o pior que podemos fazer. 
Fonte: https://49.media.tumblr.com/c3ffebc1f851b7423bf9978d947f293d/tumblr_nlac3430Bo1qg17aso3_250.gif


Escrito por Susana Ferreira.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Casa-Museu Bissaya Barreto - Parte 2

A Casa-Museu Bissaya Barreto, como referi anteriormente, situa-se na Alameda do Jardim Botânico, sendo um dos lados do terreno contíguo ao muro da Penitenciária. Este terreno foi adquirido pelo Professor, no ano de 1923, por 51.615$18, com a intenção de aí construir a sua moradia; porém, só dois anos mais tarde se iniciaram as obras de edificação da mesma. Passaram-se ainda mais dois anos até que as obras estivessem totalmente concluídas e, em 1927, a casa está finalmente terminada sendo, de imediato, habitada por Bissaya Barreto.


(Fotografada por Ângela Gil)



Tanto o projeto como a construção da casa foram entregues a um Gabinete de arquitetura de Lisboa, ‘Fiel Viterbo Lda’. Não se sabe ao certo quem seria Fiel Viterbo. Mesmo depois de árdua pesquisa, nada consegui saber a respeito do homem e do gabinete ao qual dava o nome. Reservado este, não encontrei nenhum outro projeto em que estivesse envolvido. 
Sendo a sede deste gabinete em Lisboa, as trocas de informação com Bissaya Barreto davam-se, sobretudo, através de correspondência, onde podemos verificar que se ocupava não só da construção, mas também da decoração, dando conselhos e ajudando na aquisição das peças; chegava mesmo a enviar, por correio, amostras dos possíveis materiais a utilizar para que o Professor os pudesse selecionar.



Fonte: http://www.asbeiras.pt/wp-content/uploads/2015/09/FUnda%C3%A7%C3%A3o.jpg


A moradia é em forma de "L" e, como é habitual na construção da casa portuguesa, é projetada de dentro para fora, ou seja, o interior irá moldar o aspeto exterior, dando primazia ao conforto. Tanto o interior como o exterior da casa do Professor não possuem um estilo arquitetónico definido, embora a maior parte das características identificáveis sejam do barroco joanino português.




O espaço interior:


Fonte: blob:https%3A//mail.google.com/042fc535-820f-4b13-a918-4965fe8803bd
A habitação é constituída por dois pisos: o piso superior, onde se encontram as principais divisões da casa, e o piso inferior, destinado, principalmente, a arrumações. No piso superior, entrando pela porta principal da casa, vindos de uma escadaria bifurcada, deparamo-nos com um átrio poligonal pavimentado a mármore branco e rosa, com lambrins a toda a volta. À nossa frente está uma lareira e, mesmo no meio do compartimento, um busto do anfitrião e patrono, encimado por uma clarabóia de vitrais coloridos. Desta pende um candeeiro em ferro forjado da autoria de Lourenço Chaves de Almeida, reputado artesão conimbricense.


Existem ainda no átrio outras quatro portas que nos conduzem a diferentes espaços da casa. A primeira, a partir da esquerda, conduz-nos à sala de visitas, a qual analisaremos mais adiante, a segunda, a um corredor; a terceira pertence a uma pequena divisão que serviria de cabide, hoje transformada em arrumação, encontrando-se permanentemente fechada. A quarta porta, ou seja, a primeira porta do lado direito, é a entrada para a biblioteca com acesso ao escritório que consecutivamente tem ligação ao corredor interior.

A biblioteca possui uma lareira, coroada pelo retrato da mãe de Bissaya Barreto, Joaquina Conceição Barreto, pintado por José Contente. O espaço conta, ainda, com estantes incorporadas em todas as paredes, decoradas com pinturas em estilo neo rococó que incluem motivos bucólicos. As estantes apresentam cerca de 2.000 monografias catalogadas, com um considerável fundo de livro antigo.

Daqui passamos, então, para o escritório (no tempo do Professor bem mais desarrumado), onde existem três estantes em mogno com 976 monografias; duas delas ocupam os cantos da parede da porta de ligação com a biblioteca e, a terceira, o outro canto da parede da janela. Na secretária, podemos encontrar pousados os carimbos, o tinteiro em prata e a caneta.

Saindo pela outra porta do escritório e seguindo o corredor interior, deixamos atrás o espaço de trabalho e entramos na área privada da casa, onde vamos encontrar quatro portas à direita, uma à esquerda e outra ao fundo para o exterior. Ao transpor a primeira porta à direita, entramos no quarto principal que pertencia a Bissaya Barreto, o compartimento releva uma decoração sóbria, maioritariamente religiosa e ostenta uma cama em pau-santo estilo D. João V.

A suite esteve ligada a um quarto de vestir que, por sua vez, estava ligado a um pequeno hall interior com acesso a uma casa de banho. Ao referido corredor e ao primeiro quarto de hóspedes, consequentemente, a segunda e terceira portas da direita do corredor; a quarta e última porta da direita, tal como a única porta à esquerda, pertenciam aos restantes quartos de visitas.

Todos os compartimentos da direita, à exceção do quarto do Professor, foram unidos num único (as mutações que a casa sofreu em ordem de se tornar Casa-Museu deram-se entre 1985 e 1986 com o apoio da Fundação Medeiros e Almeida, todavia não ficaram registadas em projeto), formando a galeria principal da Casa-Museu, onde podemos encontrar uma miscelânea de peças expostas reunidas pelo Professor ao longo dos anos. Neste espaço é possível apreciar porcelanas da China, esculturas em mármore de Carrara e alabastro italiano, faiança portuguesa, porcelanas da Companhia das Índias, a colcha de seda indo-portuguesa bordada a fio de ouro e as obras de pintura de reconhecidos artistas, cujo estilo predominante é o naturalismo; a destacar o óleo sobre cobre de Josefa de Óbidos que, contrariamente a outras criações da autora, é de reduzidas dimensões e a pintura da escola francesa de Corot.

Perpendicular a este corredor, existe um outro, com quatro portas à direita e quatro à esquerda. Das quatro portas à direita, iremos ter acesso a uma casa de banho, a uma arrecadação de roupas, a um quarto de costura e engomados e às escadas para o piso inferior, respetivamente. Das portas à esquerda, a primeira leva-nos de volta ao átrio de entrada, a segunda e terceira têm acesso à sala de estar e a quarta à sala de jantar.

O quarto de arrecadação de roupas e o de costura e engomados foram também unidos e convertidos numa segunda galeria, onde estão expostas as duas telas, de dimensões significativas, de Eduardo Malta. Estas representam as antigas colónias de África e do Oriente, presentes na exposição do Mundo Português de 1940 e adquiridas, posteriormente, por Bissaya Barreto.

Ao fundo do segundo corredor, existe, ainda, a porta da copa ligada, então, com a sala de jantar. O corredor tem continuação à direita, com uma porta de cada lado e outra em frente, com acesso a umas escadas exteriores. A porta do lado esquerdo é da cozinha onde existiu também uma pequena despensa. Atualmente, constitui o gabinete da diretora da Casa-Museu, apesar de ainda se poderem ver as bancadas de pedra e os azulejos. A porta do lado esquerdo, antigo quarto da criada, é agora, uma pequena sala de reuniões.

O piso inferior é bem menos complexo. Pelo exterior, do lado norte, temos duas portas, uma delas dá acesso à sala da caldeira e outra aos compartimentos destinados às arrecadações; na primeira, estão localizados os atuais sanitários dos visitantes da Casa-Museu e a segunda mantém-se como arrumação do jardim. No lado oeste encontra-se a entrada principal da parte inferior da casa e, ao passarmos a porta, encontramo-nos na casa de entrada com uma porta para a antiga adega e casa-forte, hoje sala polivalente, onde são realizadas exposições, concertos, mostras documentais, entre outros eventos. A outra, à esquerda, encaminha-nos à antiga garrafeira que permaneceu inalterada e desempenha agora a função de sala de reuniões, com escadas de acesso ao piso superior. Existe, ainda, uma secção de reservados e arquivo não visitáveis ao público em geral.


O espaço exterior

A escultura é um elemento dominante na Casa-Museu, encontrando-se tanto no interior como no exterior. Nos jardins, prevalecem as esculturas em mármore, a fonte, o coreto e, nas traseiras da casa, a pequena estufa, tudo rodeado de um alto muro revestido a painéis de azulejos barrocos, de fabrico lisboeta.


Fonte: blob:https%3A//mail.google.com/f1c9c39c-79b6-46cb-94e2-43a4d8052bcc
Fonte: https://s-media-cache-ak0.pinimg.com/736x/f1/dc/fc/f1dcfc1a6ff9c4c8828fe3f3dd7a588d.jpg
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Fonte: blob:https%3A//mail.google.com/a6fe78ab-0f31-4824-a350-095fab493e53


A Casa-Museu abre as portas ao público a 14 de Janeiro de 1986, cem anos após o nascimento de Bissaya Barreto, cumprindo, este ano, o seu 30º aniversário de funcionamento. Em 1994, também a garagem foi transformada em sala de exposições inaugurada "Galeria Joaquina Barreto Rosa"; contudo, mais recentemente, a 29 de Junho de 2009, foi aí instalado o Centro de Documentação Bissaya Barreto, onde é possível consultar tanto documentação como bibliografia concernentes à Casa-Museu e ao próprio Bissaya.

Fonte: http://4.bp.blogspot.com/-A9IM9BUPQoc/TyvFjVAp_HI/AAAAAAAAAeY/
M2OuYpHXcR0/s1600/bissaya2.jpg



Não foi possível colocar imagens do interior da Casa-Museu Bissaya Barreto, visto que não é permitido tirar fotos. Assim sendo, convido-vos a verem algumas delas, bem como outras informações acerca deste espaço, aqui: http://www.fbb.pt/


Escrito por Ângela Gil

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

A validade da maquilhagem.

Olá a todas e a todos!

Hoje venho falar-vos de algo que eu considero muito importante mas que, infelizmente, na minha opinião, não é devidamente abordado em blog's de beleza ou em canais de youtube: a validade da maquilhagem. Logicamente, como em todos os bens consumíveis, todo e qualquer item de maquilhagem tem uma data de validade. E agora vocês pensam: "oh, isso não é como a comida, por exemplo, que podes ter uma gastroenterite". Pois não, mas além do vosso produto perder a qualidade inicial, arriscam-se a ganhar reações alérgicas ou mesmo problemas de pele.

Por norma, no verso da embalagem de cada produto, encontram um símbolo deste género



que corresponde, naturalmente, à sua validade depois de aberto. Ainda assim, convém salientar que nem todos os produtos têm este símbolo. Por isso mesmo, existem limites temporais que servem de orientação, sendo eles:

- Bases oil free (12 meses); sem óleo (18 meses);
- Corretores de olheiras (18 meses);
- Batom (12 a 18 meses); Gloss (6 a 12 meses);
- Produtos líquidos ou em creme como eyeliner, blush, iluminador e primer (6 a 12 meses);
- Produtos em pó (solto ou compacto) como pó, iluminador, blush e bronzer (18 a 24 meses);
- Sombra em pó (solta ou compacta) (24 meses);
- Máscara de pestanas (3 a 6 meses). 

Obviamente (e penso que toda a gente vai concordar comigo), em determinados produtos, como é o caso dos batons, por exemplo, é muito difícil (quase impossível) cumprir a data de validade. Desse modo, é importante não só conservar da melhor maneira a maquilhagem como também estar atento às mudanças que podem surgir, como o aspeto, a textura, pigmentação, cheiro...
Em alguns produtos como o eyeliner ou a máscara de pestanas é muito fácil de perceber que já não se encontram em bom estado, uma vez que ficam duros e secam de tal forma que fica impossível trabalhar com eles.

O ideal será sempre:
  1. Conservar a maquilhagem num ambiente fresco e seco, evitando, assim, lugares húmidos (como a casa de banho) ou com exposição solar;
  2. Fechar S-E-M-P-R-E todos os frascos, para o produto não secar ainda mais rápido e não ser a casinha de muitas bactérias;
  3. Lavar muito bem os pincéis (um post só sobre este tema vem a caminho)!! A lavagem frequente dos pincéis evita a acumulação de produto no pincel e a proliferação de bactérias. 
  4. Se, por alguma razão, algum produto vos arde, alerta máximo! Não é suposto a maquilhagem nos ferir de alguma maneira. Se arde, é deitar logo fora!
  5. Estar sempre atento às mudanças que referi acima... se algo não está como quando o compraram, é melhor irem dizendo adeus.
P.s - Naturalmente, tudo o que foi aqui escrito estende-se a todo o tipo de cremes/loções, não se esqueçam! 
Espero que tenha sido útil!
Beijinhos.
Escrito por Sónia Dias.




segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Terapia


Fonte: http://forum.atelevisao.com/uploads/monthly_2015_12/12295512_10208265583416366_7724366047833953586_n.jpg.1c42cf2faa7efde6e3932af66bf269d1.jpg

Apanhei, por acaso, a promoção desta série da RTP 1 e pensei «ora aqui está uma coisa que pode ser muito interessante!». De facto, não me enganei. Primeiro, uma série portuguesa num canal generalista português é uma preciosidade, depois, a temática é bastante apelativa e intemporal. 

De segunda à quinta, sentam-se, no sofá do psicoterapeuta Mário Magalhães (Virgílio Castelo), pessoas reais com histórias perfeitamente verosímeis.

Fonte: http://media.rtp.pt/terapia/wp-content/uploads/sites/53/2015/12/soraia1.jpg

À segunda-feira, temos a Laura (Soraia Chaves), uma médica que apresenta sintomas de transferência erótica, isto é, usa a sedução como mecanismo de defesa, de modo a bloquear os sentimentos que, verdadeiramente, a consomem.

Fonte: http://media.rtp.pt/terapia/wp-content/uploads/sites/53/2015/12/nuno1.jpg

Terça é o dia do Alexandre (Nuno Lopes), um sniper que, acidentalmente, tirou a vida a uma criança, não sente culpa por isso e vive obcecado com a perfeição.

Fonte: http://media.rtp.pt/terapia/wp-content/uploads/sites/53/2015/12/catarina1.jpg 

À Quarta assistimos à sessão da Sofia (Catarina Rebelo), uma ginasta de dezasseis anos que mantém uma relação frágil com a mãe. No entanto, fala do pai e da família do seu treinador com demasiado entusiasmo para o que seria expectável.

Fonte: http://media.rtp.pt/terapia/wp-content/uploads/sites/53/2015/12/casal1.jpg

A terapia encerra à quinta, pelo menos no que diz respeito aos pacientes, com o casal Jorge (Filipe Duarte) e Ana (Maria João Pinho). Depois de se submeter a tratamentos de fertilidade, o casal consegue engravidar. Todavia, o filho que pensavam desejar chega numa altura conturbada. Fazer ou não fazer um aborto? É a questão que se tenta debater na terapia.

Fonte: http://media.rtp.pt/terapia/wp-content/uploads/sites/53/2015/12/ana.jpg

Finalmente, à sexta, é dia de Mário ir conversar com Graça (Ana Zanatti), uma terapeuta amiga que havia sido sua mestre. Com o casamento à beira da rutura e com o despertar de hesitações, no que concerne à sua performance enquanto psicólogo, Mário sente necessidade de ouvir a voz de alguém mais experiente. 

Na verdade, o que mais me fascina nesta série é a sinceridade das personagens, os discursos pouco filtrados e naturalidade dos gestos e das palavras. Depois, é interessante o espectador tentar "adivinhar" ou adiantar os "monstros" que se escondem por detrás de cada paciente. 

Não percam, de segunda à sexta na RTP 1! Podem ver, ainda, todos os episódios em antestreia no RTP Play!  

Escrito por Susana Ferreira. 

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Casa-Museu Bissaya Barreto - Parte 1

Existe em Coimbra, na Alameda do Jardim Botânico, no terreno contíguo ao muro da Penitenciária, junto aos famosos arcos do antigo aqueduto, a Casa-Museu de uma figura incontornável da história desta cidade e de toda a região centro. Dita casa que, a meu ver, está quase esquecida, tal como o seu morador. Na minha opinião, este espaço deveria ser visita obrigatória a quem por aqui passe (ou more).

O seu único residente foi o Professor médico-cirurgião Bissaya Barreto, cuja vida e obra são essenciais para a compreensão do delicioso espaço pessoal e, acrescentaria eu, fundamentais ao conhecimento público (principalmente dos habitantes da região, por quem ele tanto se esforçou) e dignas da admiração de todos.

Este artigo estará divido em duas partes. Nesta primeira parte, irei dar a conhecer um pouco da biografia do morador, uma vez que, infelizmente, não é fornecida aquando da visita a este local (o que considero uma grave lacuna) e me é impossível resumir a apenas um parágrafo (irá o leitor, espero eu, ficar aqui a perceber o porquê). Na segunda parte (publicada posteriormente), focar-me-ei na arquitetura e recheio da Casa-Museu que, mais uma vez, é amplamente (e vergonhosamente) descurada no ato da visita.



Fernando Baeta Bissaya Barreto Rosa nasceu a 29 de Outubro de 1886, em Castanheira de Pêra, distrito de Leiria, no seio de uma família de origens humildes. Era o segundo de um total de quatro filhos e o único do sexo masculino, razão essa, que o tornou naquele a quem o pai, Albino Inácio Rosa, sempre fez mais exigências.

Fonte: Bissaya Barreto, um homem de causas: fotobiografia, Coimbra: Edição da Fundação Bissaya Barreto, 2008

Quando completa treze anos de idade instala-se permanentemente em Coimbra, ingressando no Liceu Central de Coimbra e, simultaneamente, na Escola Industrial Avelar Brotero, no curso de Física e Mecânica Industrial, onde permanecerá como aluno voluntário, realizando todos os exames de primeiro e segundo anos. A 9 de julho de 1903 dá por finalizados os estudos liceais com uma classificação final de “Muito Bom com distinção”, concluindo também o curso complementar.

Ainda nesse ano, Bissaya Barreto ingressa na Universidade de Coimbra onde se inscreve em três Faculdades: Filosofia Natural, Matemática e Medicina. Em 1908, completa Filosofia Natural com uma classificação final de 18 valores e, três anos mais tarde, o Bacharelato em Medicina com 19 valores; embora tenha participado na Greve Académica de 1907, fazendo parte do grupo apelidado de “Os Intransigentes” (que ficaram impedidos de realizar os exames finais desse ano letivo), no ano seguinte, Bissaya Barreto realiza e é aprovado nos exames dos dois anos das três faculdades em que se encontrava matriculado. Desde o seu ingresso até ao ano em que concluiu os estudos, ao aluno foram atribuídos um total de 24 prémios em 36 cadeiras frequentadas.

No ano de 1915, Bissaya Barreto acabará por se doutorar em Medicina com a dissertação O Sol em Cirurgia, a respeito dos benefícios da helioterapia. No ano imediatamente a seguir, é nomeado Professor Extraordinário de Medicina da Universidade de Coimbra, em 1918 Professor Ordinário e, finalmente, a 27 de agosto de 1942, com 56 anos de idade, é nomeado Professor Catedrático de Clínica Cirúrgica da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra, onde ainda irá exercer o ensino de cirurgia até à sua jubilação em 1956.

Enquanto médico-cirurgião, compôs um trajeto profissional marcante. Estima-se que realizasse cerca de 2.500 a 3.000 intervenções cirúrgicas por ano, de norte a sul do país, viagens realizadas de comboio ou em viatura própria e sem qualquer encargo financeiro para os seus pacientes.

Fonte: Bissaya Barreto, um homem de causas: fotobiografia, Coimbra: Edição da Fundação Bissaya Barreto, 2008

Paralelamente à vida de estudante, à prática médica e ao ensino, Bissaya Barreto revelou grande interesse pela política. Desde cedo mostrou uma forte tendência republicana e, ligada a estas convicções, está a adesão à Maçonaria (apesar de a data permanecer desconhecida), onde adotou o nome simbólico de Sain-Just. No entanto, abandona o “Grande Oriente Lusitano” a 4 de maio de 1913, de modo pacífico e com o pagamento das quotas em dia.

Não podemos deixar de referir que Bissaya Barreto atravessou o longo período do Estado Novo, chefiado por António de Oliveira Salazar, de quem era amigo íntimo e médico particular da mãe. A relação de amizade com o ditador terá tido início ainda nos tempos de estudante em Coimbra, entre 1910 e 1914, enquanto frequentavam a Universidade.

É, na verdade, no decorrer deste período que irá realizar o grosso da obra social por que ficou conhecido enquanto Presidente da Junta Geral do Distrito de Coimbra (depois Junta da Província da Beira Litoral – abrangendo as áreas do distrito de Coimbra, Aveiro, Leiria e Santarém – e posteriormente Junta Distrital de Coimbra). Durante, aproximadamente, meio século, irá criar instituições de assistência médico-social direcionadas aos grandes problemas do seu tempo: proteção da grávida e da criança, luta antituberculosa (foi pioneiro na aplicação da BCG em Portugal), luta anti lepra, assistência psiquiátrica, assistência hospitalar, luta anti sezonática e luta anti venérea.

Criou o jornal bimensal A Saúde, de distribuição gratuita (com uma tiragem de 20.000 exemplares), incutindo hábitos de higiene e fornecendo informações sobre doenças do foro psiquiátrico, lepra, alcoolismo, sífilis, tabagismo, etc. Continha, também, uma quantidade significativa de informação acerca da infância, o que, mais tarde, levou à criação de um suplemento dedicado apenas à puericultura intitulado A Saudinha. Fez ainda a distribuição de O Livro da Mãe, que ajudava e aconselhava na educação de recém-nascidos.

Enquanto Presidente da Junta, Bissaya Barreto prepara e consegue a criação de vinte e cinco Casas da Criança, quatro Casas de Educação e Trabalho, quatro Maternidades, o Portugal dos Pequenitos, uma Escola Profissional, três Colónias de Férias, um Preventório, quatro Hospitais, três Sanatórios, uma Escola Superior, um Complexo Materno-Infantil, um Centro Hospitalar, diversos Dispensários, dois Institutos, um Centro de Neurocirurgia e, finalmente, a Fundação Bissaya Barreto (FBB), da qual seria Presidente a título vitalício e que se viria a transformar na sua herdeira universal.

A FBB nasce a 26 de Novembro de 1958, ideia de um grupo dos amigos mais próximos do Professor. Hoje em dia, a Instituição tem a seu cargo dez Casas da Criança, uma Biblioteca/Ludoteca Itinerante, o Colégio Bissaya Barreto – Escola Inclusiva e o Instituto Superior Bissaya Barreto, o Centro de Estudos e Formação, o Portugal dos Pequenitos, a Casa-Museu e o Centro de Documentação, a Quinta dos Plátanos (atual sede da Fundação), o Convento do Desagravo, (unidade hoteleira desde Julho de 2000), a Quinta da Zombaria e o Edifício do Largo da Sé.

Fonte: Fundação Bissaya Barreto (imagem cedida pela mesma à autora)


No entanto, após a Revolução de 25 de Abril, a FBB é privada de vários bens.

Durante toda a sua vida, “(…) Bissaya-Barreto não se cansou de tanto fazer” mas o facto de a sua morte ter ocorrido “(…) em plena embriaguez do pós 25 de Abril, não [lhe deu] direito a funerais nacionais, nem talvez a notícia da primeira página. (…) A história esquece-se às vezes de ser grata".


(SANTOS, António de Almeida, "Intervenções: Homenagem Nacional ao Prof. Doutor Bissaya Barreto – 11 de Outubro de 1997", in Intervenções, Coimbra: Fundação Bissaya Barreto, 1998, p. 27-29.)


Apesar dos defeitos que, naturalmente, devia ter, Bissaya Barreto foi capaz de perceber e aceitar as condições socias e políticas do seu tempo, tirando o melhor delas para realizar a obra social que sempre idealizara. Pelo menos isso é algo que ninguém lhe pode tirar, já que ela está à vista e ao serviço de todos.


Escrito por Ângela Gil


quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

6 vernizes para o Outono-Inverno

Olá a todas e a todos!

Ter as unhas pintadas e cuidadas confere logo outro aspeto às nossas mãos. É certo que nos encontramos no Inverno e isso faz com que caia sobre nós aquela preguiça profunda mas, independentemente disso ou de outros fatores, tentem arranjar uns minutinhos no serão de Domingo para embelezarem as vossas mãos.
Desta forma, hoje trago-vos os meus vernizes favoritos para as estações do ano mais frias!

1.º - Algodão, Jumbo Moda (em parceria com a Inoeh Care)


Fonte: http://beautyanddarkthings.blogspot.pt/2014/10/jumbo-moda-lanca-coleccao-de-vernizes.html


Um nude clássico. É uma escolha certa para todas as pessoas, em qualquer altura. Não dá para errar com esta cor. É um tom discreto mas feminino ao mesmo tempo. Independentemente do verniz, aplico sempre duas camadas. Seca rapidamente e não deixa aquelas "bolhas de ar" na unha. Compra-se em qualquer hipermercado Jumbo e o preço ronda os 3€.



2.º - 613 Midnight Rendezvous, Rimmel London (em parceria com a cantora Rita Ora)



Fonte: http://maquillajeideasyconsejos.blogspot.pt/2015_07_01_archive.html

Infelizmente, não encontrei uma imagem que fizesse jus à beleza deste menino. O verniz de que falo é o terceiro da foto! É um roxo escuro lindo de morrer, um dos meus vernizes favoritos de sempre (talvez porque a minha cor preferida seja esta)! Toda esta gama caracteriza-se por ter tons realmente muito bonitos e o preço é acessível, na minha opinião. Só vi estes vernizes numa loja Clarel em Coimbra, mas tenho a certeza de que se vendem noutras superfícies comerciais (se souberem onde, digam!). A marca alega que só demoram 60 segundos a secar.... secam rápido sim, mas não em 60 segundos, lamento. O seu preço ronda os 5€.

3.º - Very Berry, H&M

Fonte: https://www.pinterest.com/pin/276760339576168283/

É um pouco "ingrato" mostrar este verniz, uma vez que pertence à linha "antiga" da H&M, ou seja, este verniz, com esta forma, já não existe. Na minha opinião, a nível de vernizes, a marca pecou e muito. Aumentou de preço para ter aquela embalagem toda bonitinha mas a fórmula não é tão boa como a antiga. Ainda assim, encontram, com certeza, esta cor em muitas outras marcas, por isso é que é vos mostro este exemplo. É um cor de vinho com sub-tom vermelho, lindo. Para quem não é fã de vermelho, é sempre uma boa opção.

4.º - 07 Suede, Miyo

Fonte: http://poom-poom-nails.blogspot.pt/2011/08/miyo.html

Para mim, esta cor é única. E tão linda. É um cinzento com fundo rosa, nunca tinha visto uma cor assim. É mesmo um verdadeiro tom "taupe". Vende-se nas lojas Carlos Santos e em Parafarmácias e custa 2€! Mas a qualidade é ótima! E existe uma boa quantidade de cores. 

5.º - 62, Andreia

Fonte: http://ocantodavania.blogspot.pt/2011/05/vernizes.html


Os vernizes da Andreia, para mim, são os melhores. Não que eu tenha vernizes de todas as marcas, é verdade, mas estes são muiiiiito bons. A relação qualidade-preço é mesmo de louvar, além de que são hipoalergénicos. É outro tom cinzento, mas desta vez com um fundo lilás claro. É muito cremoso e elegante, discreto mas faz a diferença. Vende-se nas lojas Carlos Santos e Pluricosmética (que eu conheça) e o seu preço ronda os 3€ (não se esqueçam de que existe a versão "pocket", mais pequeninos e mais baratinhos, mas igualmente excelentes).


6.º - New York, Risqué


Fonte: http://www.loucasporesmalte.com.br/2012/03/colecao-new-york-risque/

E para terminar estes favoritos trago que cor??? CINZENTO! É provável que eu tenha um problema. 
Quando eu comecei a pintar as unhas com frequência e a colecionar cor atrás de cor, eu só comprava vernizes da Risqué, não me perguntem porquê. Na altura, esta marca era super famosa e toda a gente tinha e enfim. A verdade é que, hoje em dia, eu mal pego num verniz da Risqué, pura e simplesmente porque tenho vernizes melhores. A comparar fórmulas, esta é uma das piores que eu tenho. Mas, apesar disso, esta cor é maravilhosa e eu continuo a usá-la muito. É um cinzento muito escuro, quase quase preto! Considero que fica super elegante nas unhas. Custa por volta dos 3/4 € e vende-se, também, nas lojas Carlos Santos. 

E vocês? Quais são os vossos favoritos?
Beijinhos!
Escrito por Sónia Dias.






terça-feira, 12 de janeiro de 2016

A Pesqueira


Quando, em tempos idos, os ventos sopraram rumo a outra paragem, da minha bagagem fazia parte também a Pesqueira, levei-a na origem, na fala e na própria natureza.
Assim que me fixei, tratei de a repartir e hoje todos os que me são mais próximos sabem da maldição que assombra a viagem Coimbra-Pesqueira, a paragem obrigatória em Penedono, que rouba quase meia hora do conforto do lar. Também lhes transmiti que S. João da Pesqueira possui lá para os finais de Agosto uma grandiosa festa em honra daquela em que os Pesqueirenses conservam maior devoção, Nossa Senhora dos Remédios. No que à linguagem diz respeito, ensinei-lhes o que são as melhores expressões oriundas da terra, e por este facto já decifram dizeres como “canalha”, atribuído a todos os que mostram comportamento gaiato; “térolero”, conferido a indivíduos que agem sob a orientação de outrem; “Não tem os cinco litros bem aferidos”, dito dos que revelam sinais de uma qualquer insanidade mental.
Não conhecendo em concreto a Pesqueira, todos estes lhe conhecem a alma. Aliás, dada a percentagem de “Pesqueirenses em Coimbra”, não há quem na cidade dos estudantes não tenha ouvido falar desta terra à beira Douro plantada. 

Escrito por Mariana Pinto

Proponho uma visita, aqui fica uma amostra do que encontrarão:  

Praça da República
(Fonte: http://www.sjpesqueira.pt/thumbs/uploads/writer_file/image/272/20121112100134562328_1__1_710_9999.jpg)




Igreja Matriz
(Fonte:http://img.verportugal.net/item/18,15,8/fullsize-igreja-matriz.jpg) 



Casa do Cabo/Palácio da Justiça
(Fonte: http://mw2.google.com/mw-panoramio/photos/medium/6448413.jpg)



Convento de S. Francisco
(Fonte: http://www.sjpesqueira.pt/thumbs/uploads/writer_file/image/322/main_1_710_9999.jpg)




Palácio de Cidrô (Quinta de Cidrô)
(Fonte: http://www.jornaldevinhos.com/uploads/images/1-Quinta%20do%20Cidr%C3%B4%20-%20RCV%20030.JPG)



Ermida de São Salvador do Mundo (São Salvador do Mundo)
(Fonte: http://www.sjpesqueira.pt/uploads/image_gallery_item/image/116/01.jpg)




Fraga do Diabo (São Salvador do Mundo)
(Fonte: http://www.sjpesqueira.pt/uploads/image_gallery_item/image/234/Fraga_do_Diablo.jpg)




Barragem da Valeira
(Fonte: http://mw2.google.com/mw-panoramio/photos/medium/2138882.jpg)