terça-feira, 25 de julho de 2017

Quando a escrita se torna vulgar

Fonte: https://theimpactnews.com/wp-content/uploads/2017/02/writer.jpg




Constantemente digo aos alunos que a produção escrita é um processo complexo, uma atividade que exige paciência e rigor. 

Na minha modesta opinião, possuir criatividade ou dominar a língua separadamente não fazem de alguém um bom escritor. Mas, como podem supor estas caraterísticas juntas são difíceis de achar. 

Assim, venho expor o meu desagrado em relação à falta de severidade daquilo que às editoras é dado a apreciar e a nós, leitores, a ler. 

Oscilando entre histórias fantasiosas e romances eróticos, a escrita de hoje afigura-se pobre, monótona e vulgar. 

Toda a gente pensa ter enredos para contar, ideias para divulgar, opiniões para partilhar MAS nem toda a gente (entenda-se a maioria) tem talento para o passar para o papel. 

É ridículo e causa-me até revolta perceber que todos os dias nascem escritores que se tornam sucesso de vendas (com nomes tão patéticos como a própria escrita). 

POR FAVOR, REVEJAM AS VOSSAS ESCOLHAS, não leiam vinte vezes a mesma história, não se surpreendam vinte vezes com o mesmo final, EXIJAM MAIS

APELEM A HISTÓRIAS QUE VOS FAÇAM REFLETIR, aquelas com as quais aprendam algo de novo e relevante. 

NÃO ACEITEM NARRATIVAS MAL EMBRULHADAS, COM FRASES E HISTÓRIAS QUE TODOS VÓS SABERIAM ESCREVER E QUE SÓ CONTRIBUEM PARA REDUZIR O ESTATUTO DA HUMANIDADE E FAZÊ-LA SER O ACESSÓRIO QUE ELA SE HABITUA A SER NA VIDA!

Dado o contexto, sou pretensiosa ao ponto de dizer que também eu era capaz de escrever um livro. No entanto, nunca o faria, e sabem porquê? Tenho a plena consciência das minhas limitações ao nível da escrita, tendo em conta o que para mim faz de alguém um bom escritor, como referi acima, e ainda uma vez que não acredito ter nada de significativo para o público considerar. 

Para os que ainda estão a ponderar embrenhar-se ou não na atividade, tenham isto em atenção. Quando encetamos algo, estejamos convictos do nosso brio. Se não é para ser um Fernando Pessoa ou um Victor Hugo eu nem me atrevo 😁


Escrito por Mariana Pinto

quarta-feira, 12 de julho de 2017

The Handmaid´s Tale

Fonte: https://img.fstatic.com/d1LvCT3S0vPPmIc1PVtZp-Iaa4Q=/fit in/290x478/smart/https://cdn.fstatic.com/media/movies/covers/2017/05/TheHandmaidsTale.jpg



A série foi criada com base no romance com o mesmo nome, da autoria de Margaret Atwood. 

Num futuro próximo, os Estados Unidos, a viver em guerra civil, são dominados pelo governo totalitário da República de Gileade.

Este sistema é caraterizado como uma teonomia cristã, e assim sendo, fundamentado na lei divina.  

A sociedade encontra-se organizada por castas sociais, cada família tem no homem o seu líder («comandante»).

Fonte: http://ateremos.com/wp-content/uploads/2017/04/The-Handmaids-Tale-Serie-Poster-2.jpg



Neste novo regime, hierárquico e fanático, as mulheres comportam-se como submissas e, segundo a lei, não tem permissão para trabalhar, possuir quaisquer bens ou mesmo ler.

Devido a problemas como a poluição e as doenças sexualmente transmissíveis, a infertilidade atinge números preocupantes. 

Desta forma, as poucas mulheres férteis acabam por ser recrutadas e distribuídas pelas várias famílias.

Chamadas de "servas", elas submetem-se a ser violadas, numa momento que ocorre de acordo com um ritual designado de "cerimónia". 

Fonte: http://www.amigosdoforum.com.br/wp-content/uploads/2017/05/TheHandmaidsTale.jpg


Estas mulheres têm de cumprir o seu destino biológico e assegurar a descendência do seu comandante e da respetiva esposa.  

Fonte: https://www.out.com/sites/out.com/files/2017/05/10/tumblr_op2viysync1s6elnxo1_540.gif



Eu própria que coloco de lado o género ficção cientifica, deixei-me envolver pela temática e estética primorosa desta série. Instigo-vos a assistir, eu já aguardo ansiosamente pela segunda temporada e ainda nem a primeira conclui :)

Fonte: http://collantsemdecote.com.br/wp-content/uploads/2017/04/hmt_05.jpg


Escrito por Mariana Pinto 

segunda-feira, 10 de julho de 2017

Imagine Dragons | Dia 08 | NOS Alive




Como pessimista que sou, estou sempre a dizer que a sorte é uma coisa que nunca me acompanha. Mas, desta vez, fui bafejada por essa entidade que mal me conhece. Estar naquele concerto foi como ser selecionada para a visita à fábrica de chocolate do senhor Wonka. Não consegui os bilhetes no tempo estimado para venda e, como tal, já tinha perdido a esperança. Entretanto, lá apareceu um arrependido que o quis vender. Dei uma nota preta. É verdade. Contudo, voltaria a dar cada cêntimo. Se não realizarmos os sonhos aqui e agora, o comboio passa e pode não voltar. Muito piegas, eu sei. Ainda estou na cloud nine com o acontecimento do dia 8. 

(A excitação para o último dia era tal, que algumas pessoas estavam à entrada do festival, com um cartaz, a manifestar a sua vontade de ainda comprar um bilhete.)

Uma vez no recinto, dirigimo-nos ao palco NOS para conseguir um bom lugar... Assistimos aos Kodaline (músicas giras por sinal, não os conhecia muito bem) e, sempre que podíamos, lá avançávamos mais uns centímetros. Ok. 20.30h no relógio da Rita. Muita ansiedade no meu pobre coração. E tudo começa com Thunder e com Gold

Já apresentados, saúdam o povo português. Dan Reynolds fica visivelmente emocionado por voltar a Portugal e elogia o público, dizendo que somos pessoas com paixão. Aproveita a positividade para fazer um discurso acerca do terrorismo nos eventos de música e pede que não tenhamos medo e que espalhemos a paz. Rapidamente a multidão reage e levanta dois dedos. ✌

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Fomos um público muito barulhento, apesar de isso, possivelmente, não ter passado para quem estava a ver a emissão da RTP. Se eu saí rouca e não sou, normalmente, uma pessoa muito expansiva, imagino quem estava mesmo a dar as vísceras. 

Por sua vez, se há vocalista que dá as vísceras é mesmo Dan Reynolds. Ele pula, ele corre, ele vai para junto da multidão. Houve um momento em que deixei de o ver no palco e no ecrã. Fiquei um pouco confusa, até que a Rita me diz muito eufórica ''OH! MEU DEUS SUSANA, OLHA!!!!". Oh! Ele estava em cima da plataforma do realizador, muito perto de nós.  A música It's time ganhou um novo significado para mim.  





Confesso que tinha algum receio de que só cantassem um excerto da Demons. Felizmente cantaram o sucesso na totalidade e eu parei nesses três minutos. Eu não sabia se queria chorar ou apenas deixar a adrenalina percorrer o meu corpo todo. Fiquei-me pela segunda opção. Estava demasiado contente. 😍


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O público ficou ao rubro com as três últimas canções: On Top Of The World, Beliver e Radioactive. Não podíamos ter cantado mais alto. O final, como todos os finais devem ser, foi épico. O solo de percussão de Radioactive é de ficar sem fôlego. 

Não soube a pouco. Dizer o contrário seria uma injustiça. Por mim, ficava lá mais uma hora, mas a realidade tem sempre de voltar. Por incrível que pareça, acho que só ontem à noite é que acordei... De resto, andei a viajar de nuvem em nuvem, ou mesmo de planeta em planeta. Ir a concertos dá-nos uma perspetiva diferente da vida, inspira-nos e faz com que as coisas mesquinhas que nos irritam fiquem do tamanho de uma bolinha dos cereais Nesquik. 

Fui muito feliz neste dia. Obrigada por atenderes aos meus caprichos, Rita. 😂😂





Escrito por Susana Ferreira.